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Testes com remédio oral contra a covid-19 têm resultados promissores

O remédio diminuiu significativamente a carga viral em pacientes depois de cinco dias de tratamento, informou o laboratório

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AFP

Publicado em 06/03/2021 às 21:10
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A gigante farmacêutica MSD (Merck Sharp & Dohme) e um laboratório americano anunciaram neste sábado (6) que um medicamento oral contra a covid-19 que estão desenvolvendo apresentou resultados positivos na redução da carga viral.

"Sabendo que existe uma necessidade não satisfeita por tratamentos antivirais para o SARS-CoV-2, estes resultados preliminares nos animam", disse Wendy Painter, diretora de medicamentos da Ridgeback Biotherapeutics, em um comunicado.

A MSD interrompeu o trabalho com duas vacinas contra a covid-19 no fim de janeiro, mas continua pesquisando dois tratamentos contra a doença, inclusive o molnupiravir, desenvolvido com a empresa americana Ridgeback Bio.

O remédio diminuiu significativamente a carga viral em pacientes depois de cinco dias de tratamento, informou a empresa neste sábado em uma reunião com especialistas em doenças infecciosas.

A segunda fase de testes (os ensaios têm três fases antes de uma possível comercialização) foi realizada com 202 pacientes não hospitalizados sintomáticos de covid-19.

Não houve alerta sobre a segurança e "dos quatro incidentes graves reportados, nenhum foi considerado em relação com o medicamento estudado", destacou o laboratório.

Os resultados deste estudo "são promissores", afirmou William Fischer, um dos diretores da pesquisa e professor de medicina na Universidade da Carolina do Norte.

"Se forem reforçados com estudos adicionais, poderiam ter consequências importantes em termos de saúde pública, já que o vírus continua se espalhando e evoluindo no mundo", acrescentou.

A MDS também está trabalhando em um tratamento denominado MK-711.

Os primeiros resultados dos novos ensaios clínicos demonstram uma redução de mais de 50% no risco de morte ou de insuficiência respiratória em pacientes hospitalizados com formas moderadas a graves de covid-19, informou o grupo no fim de janeiro.

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