RESTRIÇÃO

Estados Unidos abranda alerta contra viagens para vários países; Brasil não está incluído no grupo

Cerca de 60 países aos quais tinha sido aplicada a advertência máxima de nível 4, por conta da pandemia da covid-19, voltam ao nível 3

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Publicado em 09/06/2021 às 0:10
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Patrick T. FALLON / AFP
Canadá, México, Espanha e Japão estão entre os beneficiados - FOTO: Patrick T. FALLON / AFP
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Os Estados Unidos atenuaram nesta terça-feira (8) seu nível de alerta aos seus cidadãos que desejarem viajar para vários países, entre eles Canadá, México, Espanha e Japão, sede dos Jogos Olímpicos, após reavaliar o risco vinculado à covid-19 nestes locais. O Brasil não está incluído no grupo.

Cerca de 60 países aos quais tinha sido aplicada a advertência máxima de nível 4 ("não ir ali") por causa da crise sanitária voltam ao nível 3 ("evitar ir ali se possível"), anunciou a diplomacia americana em um comunicado. Outros cerca de 20 países desceram um nível até 2 ou 1.

Um funcionário do Departamento de Estado americano explicou à AFP esta decisão por uma "mudança metodológica" na análise de risco sanitário para os viajantes realizado pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC).

Os Estados Unidos também abrandaram a advertência a viagens para França e Alemanha, assim como para a Grécia, que recebe turistas americanos vacinados, e a África do Sul, que luta contra uma variante do coronavírus.

Há interesse da Europa em saber quando os Estados Unidos irão amenizar as restrições em vigor há mais de um ano às viagens de países europeus.

A mudança anunciada por Washington ocorre depois de a União Europeia autorizar a entrada de viajantes americanos vacinados contra a covid-19. Mas agora Bruxelas pede uma medida recíproca de parte dos Estados Unidos.

"Já acolhemos os turistas americanos desde o momento em que se vacinarem, sempre e quando tenham recebido as duas doses e cumprido o prazo de 15 dias. Insisto em que queremos reciprocidade", disse nesta segunda o comissário europeu de Mercado Interior, Thierry Breton, que prometeu abordá-lo com as autoridades americanas.

Mas além dos turistas, o fechamento das fronteiras que, do lado americano, também afeta China, Irã, Brasil, África do Sul e Índia, provocou muitos dramas pessoais, separando milhares de famílias às vezes durante mais de um ano.

Jake Sullivan, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, disse na segunda-feira que qualquer flexibilização das restrições à entrada de europeus nos Estados Unidos será transparente e "motivado pela ciência e pelas evidências".

"Ouvimos muito claramente o desejo de nossos amigos na Europa e no Reino Unido de reabrir viagens pelo Oceano Atlântico e queremos que isso aconteça", disse Sullivan a repórteres.

“Mas devemos seguir a ciência e as recomendações de nossos profissionais de saúde pública”, acrescentou, indicando que “estamos participando ativamente com eles para definir o prazo” dessa abertura.


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