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OMS: Ômicron parece ter maior risco de reinfecção, mas é menos grave que a delta

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) falou sobre a variante ômicron do coronavírus

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Publicado em 08/12/2021 às 15:20
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Segundo levantamento da Fiocruz, além de Pernambuco, outros seis estados têm casos confirmados da subvariante BA.2: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo - FOTO: ILUSTRATIVA/PIXABAY
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (8) que a variante ômicron do coronavírus parece ter uma taxa maior de reinfecção, mas causa sintomas menos graves.

"Os dados preliminares da África do Sul sugerem um risco aumentado de reinfecção por ômicron, mas são necessários mais dados para tirar conclusões mais fortes. Também há evidências que sugerem que a ômicron causa sintomas menos graves do que a delta", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus em um encontro com a imprensa em Genebra.

A fim de obter rapidamente um quadro mais preciso das características da variante, ele instou todos os países a contribuírem para sua avaliação, transmitindo seus dados à OMS e, ao mesmo tempo, solicitou que continuem seus esforços no campo da vacinação e respeito pelos gestos de barreira.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, também se referiu a estudos preliminares publicados nos últimos dias que parecem mostrar que a variante ômicron torna a vacina Pfizer/BioNTech menos eficaz, mas pediu o máximo de cautela na interpretação dos dados.

"Há uma grande variação na redução da eficácia dos anticorpos que vai de 4 a 5 vezes menos a 40 vezes menos nesses diferentes estudos", que se limitam ao seu efeito sobre os anticorpos, "quando sabemos que o sistema imunológico é algo muito mais complexo", ressaltou.

"É prematuro concluir que a redução da atividade de neutralização de anticorpos deve resultar em uma diminuição significativa na eficácia das vacinas", acrescentou.

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