CORONAVÍRUS

França busca frear avanço da ômicron, que será 'dominante' a partir de 2022

No país, o passaporte sanitário se converterá, a partir do início de 2022, em um passaporte de vacinação, que apenas será aceito com a vacinação completa, e não com um simples teste negativo, como era o caso até agora

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Publicado em 17/12/2021 às 23:38
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Quase 90% dos maiores de 12 anos estão vacinados na França - FOTO: GEORGES GOBET / AFP
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A variante ômicron, cuja velocidade de propagação é "evidente nos vizinhos da Europa", "vai se expandir muito rápido até o ponto de se tornar dominante a partir do início de 2022" na França, disse nesta sexta-feira (17) o primeiro-ministro do país europeu, Jean Castex.

"Não sabemos nada ainda desta variante: apesar de sua velocidade de propagação parecer muito mais elevada, ela não parece ser mais perigosa que a variante delta, e os dados que temos à disposição indicam que a cobertura completa da vacina, com a dose de reforço, oferece boa proteção contra as formas graves da doença", explicou Castex.

De acordo com o chefe de governo, o passaporte sanitário se converterá, a partir do início de 2022, em um passaporte de vacinação, que apenas será aceito com a vacinação completa, e não com um simples teste negativo, como era o caso até agora.

O primeiro-ministro da França também exigiu aos prefeitos que não realizem apresentações musicais públicas nem queimas de fogos durante as festividades de fim de ano, momento em que estará proibido o consumo de álcool nas ruas.

"Faço um apelo para que todos sejamos responsáveis", declarou o chefe de governo.

Por sua vez, o presidente Emmanuel Macron anunciou que havia cancelado uma viagem ao Mali para se reunir com o presidente de transição do país e celebrar o Natal com as tropas francesas destacadas na nação africana.

"Esta decisão foi tomada por coerência com as medidas anunciadas em nível nacional", explicou a Presidência francesa, após a reunião para avaliar as novas medidas para enfrentar a nova onda do coronavírus no país e a variante ômicron.

Diante do avanço da ômicron, a Alemanha classificou a França, junto com a Dinamarca, como zonas de contágio "de alto risco", e passará a exigir, a partir de domingo, que os viajantes não vacinados que cheguem desses países realizem um período de quarentena, com a possibilidade de realizar um teste a partir do quinto dia, anunciou o Instituto de Vigilância Sanitária alemão.

Mais de 121.000 pessoas já morreram de covid-19 na França desde o início da pandemia, de uma população total de 67 milhões. Quase 90% dos indivíduos maiores de 12 anos estão vacinados, um dos índices de cobertura vacinal mais altos da União Europeia.

Segundo fontes próximas do caso, uma rede que criou entre 5 e 10 mil passaportes sanitários falsos, com um lucro estimado em 2 milhões de euros (2,3 milhões de dólares), foi parcialmente desmantelada no início de dezembro na França.

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