ECONOMIA

McDonald's no Japão raciona batatas fritas por causa de inundações e pandemia

A empresa enfrenta dificuldades para um "abastecimento estável do produto"

AFP Julianna Valença
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Julianna Valença
Publicado em 22/12/2021 às 9:37
Foto: MC Donalds/Divulgação
A empresa são informou qual será o impacto financeiro que a medida pode lhe causar. - FOTO: Foto: MC Donalds/Divulgação
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A rede de fast food McDonald's precisou racionar um de seus produtos mais procurados, as batatas fritas, em suas unidades do Japão. A medida foi tomada após a queda na importação do tubérculo pelas inundações no Canadá - fenômeno ocorrido em novembro, na costa do Oceano Pacífico, que provocou o isolamento da cidade de Vancouver e a evacuação de milhares de pessoas da Colúmbia Britânica - e o impacto da covid-19.

O McDonald's Japão informou que venderá apenas a porção pequena das batatas fritas durante uma semana, a partir desta sexta-feira (24), para evitar a escassez. "Devido às grandes inundações perto do porto de Vancouver (...) e dos problemas na cadeia de abastecimento provocados pela pandemia do coronavírus, há atrasos no fornecimento de batatas", afirmou a empresa em um comunicado.

A empresa disse que adotou as medidas para garantir que os clientes ainda possam comprar batatas fritas, apesar das dificuldades para um "abastecimento estável do produto". A empresa não informou qual será o impacto financeiro que a medida pode lhe causar.

Impacto também em montadoras

A escassez de semicondutores - peças de condutividade elétrica - provocada pela pandemia tem afetado também as grandes montadoras como a japonesa Toyota. A empresa anunciou cortes na produção devido à crise.

O problema tem encarecido produtos eletroeletrônicos. “O ano de 2022 continuará sendo de grandes desafios na entrega de semicondutores ao setor automotivo. Fala-se entre 5 milhões e 7,5 milhões de carros não produzidos este ano no mundo. São 250 mil a 280 mil no Brasil em função disso, mas outros setores também já começaram a ser afetados - a partir desses últimos meses, a área de TICs, celulares”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, em entrevista coletiva.

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