Mobilização contra o passaporte de vacinação decai na França

Os protestos deste sábado (15) reuniram 54 mil pessoas em todo o país muito longe dos mais de 105 mil da semana passada

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Publicado em 15/01/2022 às 19:53
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Franceses protestaram, neste sábado (15), contra o passaporte de vacinação de combate à covid-19 - FOTO: Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP
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Milhares de pessoas voltaram a se manifestar neste sábado (15) na França contra o passaporte de vacinação de combate à covid, porém, a mobilização foi menos significativa do que na semana anterior.

Os protestos reuniram 54 mil pessoas em todo o país, segundo o Ministério do Interior. Um número muito longe dos mais de 105 mil do sábado anterior, que se caracterizou por uma recuperação muito clara das manifestações.

Em Paris, a maior concentração começou nas proximidades da Torre Eiffel, convocada pelo candidato presidencial de extrema direita Florian Philippot. Durante o ato, uma equipe de videojornalistas da AFP foi ameaçada de morte e agredida, e um dos seguranças que os protegia foi ferido na cabeça.

Outras passeatas ocorreram em cidades como Bordeaux, Toulouse ou Lille. Em vários incidentes, quatro pessoas foram presas na capital e seis na província. "Não à vacina" e "liberdade para Djokovic", gritavam alguns manifestantes, referindo-se ao tenista número um do mundo que quer participar do Aberto da Austrália sem estar vacinado e cujo visto de entrada foi anulado pelas autoridades.

Nos cartazes, via-se mensagens contra o passaporte sanitário, mas também contra as vacinas: "Não é um vírus que eles querem controlar, é você", dizia uma faixa em Paris. Outra, em Rennes, denunciava uma 'vacina tóxica'.  "É nazismo, é apartheid, não me vacinei e sou contra as vacinas em geral", declarou Claire, uma manifestante de 60 anos em Paris.

LEI EM DEBATE

Neste sábado (15), entra em vigor uma medida que desativará o passaporte sanitário de milhares de pessoas que não receberam a dose de reforço nos sete meses seguintes à primeira dose.

O documento, que permite o acesso a espaços públicos como bares e restaurantes, será transformado num “passaporte de vacinação” sob uma lei que está sendo debatida no Parlamento.

O passe atual incluía a possibilidade de apresentar teste negativo para covid-19 ou ter superado recentemente a doença. O novo passaporte só funcionará com um esquema de imunização completo.

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