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Estados Unidos impõem sanções às filhas de Putin

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (6), novas sanções econômicas e financeiras contra a Rússia, que recaem especialmente sobre dois grandes bancos e duas filhas adultas do presidente Vladimir Putin

Amanda Azevedo
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Amanda Azevedo
Publicado em 06/04/2022 às 15:00 | Atualizado em 06/04/2022 às 23:35
MIKHAIL KLIMENTYEV / SPUTNIK / AFP
O presidente da Rússia, Vladmir Putin - FOTO: MIKHAIL KLIMENTYEV / SPUTNIK / AFP
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Da AFP

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (6), novas sanções econômicas e financeiras contra a Rússia, que recaem especialmente sobre dois grandes bancos e duas filhas adultas do presidente Vladimir Putin, aumentando a pressão sobre a economia do país pela invasão à Ucrânia.

O presidente Joe Biden vinculou a escalada de sanções diretamente às provas reunidas de que as forças russas assassinaram deliberadamente civis em Bucha, uma cidade nos arredores de Kiev.

"Deixei claro que a Rússia pagaria um preço severo e imediato por suas atrocidades em Bucha", tuitou Biden.

Um alto funcionário americano explicou que Washington quer criar um "círculo vicioso", acumulando medidas contra Moscou.

"Privamos (a Rússia) de capitais, privamos de tecnologia, privamos de talentos e o conjunto de medidas busca criar uma espiral que se acelera à medida que Putin mantém a escalada" militar, acrescentou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Além de impedir novos investimentos na Rússia, os Estados Unidos vão impor as sanções mais severas possíveis contra o banco público Sberbank que, segundo Washington, controla um terço dos ativos bancários da Rússia, e também contra o Alfa Bank, o maior banco privado do país.

Isso significa que essas entidades, que já receberam sanções mais brandas, sofrerão o congelamento de todos os seus ativos "no sistema financeiro americano" e não poderão fazer nenhum tipo de transação com entidades ou cidadãos americanos, segundo a Casa Branca.

Os Estados Unidos também querem sancionar "grandes empresas públicas estratégicas", mas ainda não revelaram quais seriam essas companhias.

Washington disse que as medidas visam tornar a Rússia um "pária" na economia mundial, mas abririam exceções no setor de energia, principal fonte de recursos do Tesouro russo.

A Casa Branca, como sempre, disse que as medidas são coordenadas especialmente com seus aliados europeus, muito dependentes do gás russo.

O Reino Unido também endureceu suas sanções contra Moscou na quarta-feira ao sancionar dois bancos e suspender, até o fim do ano, a importação de gás russo.

- Ativos de Putin -

As novas sanções também recaem sobre duas filhas de Putin, Maria Vorontsova e Katerina Tikhonova, que agora estão sujeitas ao congelamento de ativos nos Estados Unidos e isoladas do sistema financeiro americano.

O mesmo tratamento será aplicado à esposa e à filha do ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov, assim como aos membros do Conselho de Segurança de Rússia, entre eles o ex-presidente Dmitry Medvedev.

"Estes indivíduos enriqueceram às custas do povo russo. Alguns deles são responsáveis por proporcionar o apoio necessário para sustentar a guerra de Putin contra a Ucrânia", assinalou a Casa Branca em comunicado.

"Acreditamos que muitos ativos de Putin estão escondidos com membros de sua família e, por isso, eles estão na nossa mira", disse um alto funcionário americano aos jornalistas, referindo-se às duas filhas do presidente russo.

De forma quase concomitante ao anúncio dessas sanções, Washington informou que o bilionário russo Konstantin Malofeyev também seria alvo de punições.

O oligarca é considerado uma das principais fontes de financiamento dos separatistas pró-Rússia, na região do Donbass, no leste da Ucrânia, e é acusado de "tentar contornar as sanções" contra a Rússia.

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