CESSAR-FOGO

Israel aceita pausas de 4 horas em ataques para saída de moradores

O anúncio foi feito pela Casa Branca em meio a pressão do presidente dos EUA, Joe Biden, por uma trégua no conflito

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Estadão Conteúdo

Publicado em 09/11/2023 às 21:00
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Israel concordou na quarta-feira (8) em implementar pausas diárias de quatro horas nos combates com o Hamas em áreas selecionadas do norte da Faixa de Gaza para permitir a saída de civis para o sul do enclave palestino. O anúncio foi feito pela Casa Branca em meio a pressão do presidente dos EUA, Joe Biden, por uma trégua no conflito.

Há alguns dias, Israel vem permitindo que civis palestinos se desloquem do norte de Gaza em direção ao sul por um longo corredor, passando pelas linhas militares israelenses, durante um período de quatro horas por dia. "Os israelenses nos disseram que as tropas não farão operações militares nestas áreas durante a pausa", afirmou John Kirby, porta-voz da Casa Branca.

Em publicação na plataforma X, o Exército de Israel afirmou que as pausas diárias não significam um cessar-fogo. Questionado sobre o anúncio da Casa Branca, o gabinete de Binyamin Netanyahu afirmou, em comunicado, que Israel está permitindo a abertura de corredores de passagem seguros do norte para o sul de Gaza.

Reféns

Cerca de 50 mil palestinos seguiram essa rota ontem. Netanyahu também ressaltou que os combates continuarão no enclave até que os 240 reféns sejam libertados.

Ontem, o grupo extremista Jihad Islâmica publicou um vídeo de dois reféns israelenses, Hanna Katzir, uma mulher de 77 anos, e Yagil Jacob, um adolescente de 13, que afirma manter em Gaza, dizendo que está pronto para libertá-los "se as condições de segurança forem atendidas".

"Estamos prontos para libertá-los por razões humanitárias quando as condições de segurança no terreno estiverem reunidas", disse Abu Hamza, um porta-voz do grupo, que luta ao lado do Hamas contra Israel em Gaza.

Nas imagens, os dois reféns expressam o desejo de serem rapidamente libertados e criticam a gestão da crise por parte de Netanyahu. "Ele está cometendo muitos erros e isso é prejudicial para nossa sociedade", disse Hanna.

Após o compartilhamento do vídeo, Israel criticou a divulgação das imagens. "Trata-se de um terrorismo psicológico da pior espécie", declarou Richard Hecht, porta-voz do Exército israelense.

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