OPINIÃO

Indústria movimenta a economia de Pernambuco

Responsável por 20,3% das riquezas geradas por Pernambuco, o que representou uma movimentação de R$ 41,5 bilhões em 2020, a nossa indústria vem mostrando o quanto é resiliente

RICARDO ESSINGER
RICARDO ESSINGER
Publicado em 02/06/2021 às 0:57
Artigo
DIVULGAÇÃO/CNI
Setor industrial de Pernambuco vai da cana de açúcar ao polo naval e à montadora da Jeep - FOTO: DIVULGAÇÃO/CNI
Leitura:

Se colocarmos uma lupa sobre o setor industrial local, vamos entender a sua magnitude para a economia de Pernambuco e do País. É das nossas indústrias que saem cerca de 90% do gesso fornecido para a construção civil do Brasil, as confecções produzidas pelo Polo do Agreste e os automóveis de uma das plantas fabris mais modernas do mundo. Esse cenário existe, em parte, porque estamos numa posição estratégica para a infraestrutura do Nordeste. Mas, principalmente, pelo trabalho que muitos industriais executam em prol do crescimento, da geração do emprego e da renda para inúmeras famílias. Hoje, quando se comemora o Dia da Indústria, vale a pena relembrar esses feitos.

Responsável por 20,3% das riquezas geradas por Pernambuco, o que representou uma movimentação de R$ 41,5 bilhões em 2020, a nossa indústria vem mostrando o quanto é resiliente, mesmo no período de uma crise sem precedente, como a da Covid-19. Dados do IBGE revelam que enquanto a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado caiu 1,4%, em 2020, o da indústria cresceu 1%.

É gratificante ver o nosso setor com desempenho positivo, na contramão das estimativas. No entanto, a reação do mercado ocorre de maneira lenta em função das incertezas que ainda pairam sobre a nossa economia.

A difícil tarefa de manter essa gangorra minimamente equilibrada se dá por conta da instabilidade que muitas empresas ainda enfrentam, seja segurando os seus aportes para investir num momento oportuno, seja apenas para se manter de pé. A lista de entraves é enorme e vai desde a falta ou alto custo da matéria-prima, da elevada carga tributária, da demanda interna insuficiente e do aumento da taxa de câmbio à falta de capital de giro.

Juntos, esses fatores contribuem e sinalizam para qual lado está direcionada a confiança do empresário industrial de Pernambuco, neste momento. Dados da FIEPE revelam que, no mês de maio, o índice cresceu, mas timidamente, 1 ponto percentual em relação ao mês de abril, marcando 54,4 pontos.

Como se observa, são muitas as particularidades do nosso segmento, mas se existe uma alternativa capaz de efetivamente mudar essa realidade é a aposta no mercado externo. A nossa indústria é responsável por quase a totalidade dos números de importação e exportação do Estado e investir nessa área trará nova oportunidade de expansão para os nossos negócios e será capaz de reverter a nossa capacidade produtiva no longo prazo.

Ricardo Essinger, presidente do Sistema FIEPE

Comentários

Últimas notícias