INCRA

Agricultoras pedem reforma agrária e realizam protesto no Recife

Por conta do protesto em frente à sede do Incra, a Avenida Conselheiro Rosa e Silva permaneceu interditada por uma hora

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 09/03/2020 às 16:47
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A intenção é voltar ao Incra nos próximos 30 dias - DIVULGAÇÃO
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Na manhã desta segunda-feira (9), cerca de 200 mulheres protestaram, em frente à Sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizada na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, Zona Norte do Recife, a favor da reforma agrária. As mulheres agricultoras, que também denunciaram a situação em que se encontram as comunidades camponesas no atual cenário de desmonte das políticas para o campo no país, são de diversas comunidades rurais e assentamentos da Zona da Mata, Agreste e Sertão. Na sede do Incra, as agricultoras esperaram pelo superintendente, que não as recebeu. O Jornal do Commercio entrou em contato com o Incra para saber o motivo de o superintendente não ter recebido as mulheres, e aguarda resposta.

Portando faixas com dizeres: "Se o campo não planta, a cidade não janta" e "reforma agrária: direito dos povos, obrigação do Estado", as mulheres fecharam a Avenida Conselheiro Rosa e Silva por uma hora, antes de seguir para a sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife, onde aconteceu uma reunião.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a suspensão da Reforma Agrária, com a paralisação das vistorias e das desapropriações, e o recente Decreto 10.252, que altera a estrutura regimental que definha as competências da autarquia, são alguns fatores que estão gerando indignação no campo. Além disso, as mulheres denunciaram a liberação desenfreada de agrotóxicos, que chegou ao seu maior patamar nos últimos 14 anos, com 474 produtos a mais registrados.

A CPT informou ainda que, no IPA foi discutida a pauta de áreas de conflito, perfuração de poços nas comunidades, plantação de mudas, entre outras. No dia 19 de março, haverá uma nova reunião para dar continuidade ao que foi discutido nesta segunda-feira (9). Em relação ao Incra, a CPT informou que as agricultoras irão voltar ao local nos próximos 30 dias porque a pauta da reforma agrária é "legítima e constitucional".

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