REABERTURA

Confira as regras que valerão para igrejas católicas a partir da próxima semana

Igrejas deverão reabrir a partir do próximo dia 27, com regras de distanciamento e higiene

Amanda Rainheri
Amanda Rainheri
Publicado em 17/06/2020 às 16:43
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Missa de páscoa celebrada por Dom Fernando Saburido na Igreja da Sé em Olinda durante a quarentena devido a pandemia do coronavírus. - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Após o anúncio da liberação da reabertura de templos em meio à pandemia do novo coronavírus nesta quarta-feira (17), a Arquidiocese de Olinda e Recife publicou normas que deverão ser seguidas pelas igrejas para evitar a disseminação da doença. A medida vale para 100 municípios pernambucanos e entra em vigor a partir da próxima segunda-feira (22). Apesar disso, as igrejas só deverão reabrir no dia 27 de junho. É importante lembrar que pessoas que fazem parte do grupo de risco (maiores de 60 anos, gestantes e pessoas com comorbidades), além de crianças menores de 10 anos devem permanecer em casa e acompanhar as celebrações por meios de comunicação como rádio, televisão e internet.

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"Estávamos esperando essa palavra do governador porque já fomos consultados previamente quanto ao nosso planejamento. É uma boa notícia, importante para todos os católicos e cristãos, ter a oportunidade de voltar a se encontrar, mesmo que em pequenos grupos, para celebrar e receber a eucaristia", afirmou dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife. Segundo ele, a decisão de retomar as celebrações no dia 27 foi tomada para que as igrejas tivessem tempo de se adaptar à nova realidade. "São 143 paróquias e precisamos atender individualmente cada uma. Precisamos nos reunir com responsabilidade, com muito amor e respeito às normas, para que este seja um momento de festa e não de tristeza porque alguém foi contaminado durante uma missa", completou.

A regra do grupo de risco para a covid-19 também vale para os sacerdotes. Além das pessoas mais vulneráveis, a arquidiocese orienta fiéis que estejam se sentindo doentes a permanecerem em casa. As igrejas devem fixar cartazes em locais visíveis com as regras de distanciamento e de higiene, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e ter equipes de acolhida para auxiliarem no cumprimento das normas de proteção. As portas dos templos devem ficar abertas, e a saída deve ser, preferencialmente, separada da entrada da igreja. 

Na entrada das igrejas, é obrigatória a higiene de mãos com álcool em gel e só é permitido adentrar o templo utilizando máscaras descartáveis ou artesanais. As pias de água benta estarão vazias, e as missas terão público limitado a 30% de sua capacidade. A Arquidiocese também estimula que as igrejas utilizem espaços externos para celebração de missas quando possível.

Durante a missa, não serão distribuídos folhetos litúrgicos nem folhas de cânticos. Os recipientes para recolher a coleta também não passarão no momento do ofertório, mas na saída da igreja, por uma equipe responsável. No momento da comunhão, os fiéis deverão respeitar o distanciamento e seguir as normas de higiene de mãos e retirada de máscaras, que não devem ser deixadas em cima de bancos ou cadeiras. A comunhão será dada nas mãos ao fiel.

Na saída da igreja, o distanciamento também deverá ser respeitado e não serão permitidas aglomerações em frente ao templo. Após a missa, será feito o arejamento da igreja durante pelo menos 30 minutos e os pontos de contato contato (vasos sagrados, livros litúrgicos, objetos, bancos, puxadores e maçanetas das portas, instalações sanitárias) devem ser higienizados.

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