Protesto

Motoristas e cobradores da empresa Caxangá fazem protesto, e passageiros ficam sem ônibus no Grande Recife

A paralisação teve início na madrugada desta sexta-feira (4) e terminou por volta das 16h

Vanessa Moura
Vanessa Moura
Publicado em 04/09/2020 às 6:40
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Matéria atualizada às 17h39

Funcionários da empresa de transporte Caxangá, entre cobradores e motoristas, decidiram protestar nesta sexta-feira (4) impedindo a saída de ônibus das garagens localizadas no bairro de Jardim Brasil, em Olinda. Por causa disso, houve uma redução no número de coletivos da empresa pela cidade, afetando a locomoção dos passageiros que utilizam os ônibus da companhia diariamente. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação aconteceu diante de um cenário de demissões abusivas por parte da empresa rodoviária. Por volta das 15h, o presidente do sindicato, Aldo Lima, informou que alguns ônibus começaram a sair das garagens. O protesto foi encerrado cerca de 1 hora depois. 

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Bruno Campos/JC Imagem
Protesto de rodoviários na garagem da Caxangá em Jardim Brasil - Bruno Campos/JC Imagem

"Estamos aguardando a direção da empresa se posicionar para que a gente possa tratar esse problema, que por sinal já tentamos tratar por várias vezes. Infelizmente a empresa Caxangá demite os funcionários desde março e se recusa a pagar as verbas rescisórias desses trabalhadores de forma correta", declarou o presidente do sindicato. 

Segundo informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários após o fim da manifestação, ainda há a possibilidade de ocorrer novos protestos. "Vamos continuar atentos com a categoria. Não é descartada a possibilidade de novas manifestações", disse. Aldo afirmou também que, na próxima terça-feira (8), haverá uma reunião entre a categoria e a empresa Caxangá para tratar sobre as reivindicações. 

O Terminal Integrado de Xambá, um dos principais de Olinda, amanheceu sem nenhum veículo nesta sexta. A Caxangá opera com 15 linhas neste T.I, e também supre demanda de passageiros pela Zona Norte do Recife. A empresa dispõe de 53 linhas ao todo e atende cerca de 180 mil passageiros todos os dias, de acordo com o site da companhia. O Grande Recife Consórcio de Transporte, no entanto, explicou em nota que a paralisação dos motoristas e cobradores afeta a operação de 47 linhas prejudicando 80 mil passageiros. 

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Ainda segundo o Grande Recife, 231 veículos da empresa Caxangá estavam programados para sair da garagem nesta sexta, mas, até o momento, permanecem sem funcionamento. O consórcio de veículos que atende a Região Metropolitana do Recife (RMR) informou também que outras empresas rodoviárias foram acionadas para tentar suprir a demanda de passageiros e minimizar os transtornos nos terminais de Xambá, PE-15 e Rio Doce, em Olinda, e Largo da Paz e Joana Bezerra, no Recife. 

"Cheguei aqui [no TI Xambá] às 5h30, eu trabalho em Casa Amarela [Zona Norte do Recife] e não tenho nenhum ônibus para ir. Infelizmente preciso esperar e com certeza vou chegar atrasado no meu local de trabalho", revelou o porteiro Washington à reportagem da TV Jornal. Diversos outros passageiros, assim como Washington, também esperam, sem alternativas, ao lado de fora do terminal integrado com a esperança de conseguirem embarcar rumo aos seus empregos nesta sexta. 

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Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Terminal de Xambá fechado e passageiros aguardando - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

A paralisação aconteceu desde as 3h desta sexta, e contabilizou mais de nove horas de duração. Em nota, o Sindicato dos Rodoviários informou que não há horário pré estabelecido para o término do protesto. A categoria afirmou aguardar um posicionamento da Caxangá a respeito das revindicações feitas, que incluem a quitação dos salários atrasados e cumprimento da estabilidade de emprego prevista pela MP 936. 

Confira a nota do Sindicato dos Rodoviários na íntegra:

Na manhã desta sexta-feira (04), um protesto dos rodoviários, com o apoio do sindicato da categoria, paralisou as atividades da empresa Caxangá. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação foi motivada por conta do enorme número de demissões que continuam a ocorrer, apesar da estabilidade garantida na MP 936. O Sindicato está exigindo a reintegração de todos os demitidos, como já determinado pelo próprio TRT. Além disso, está exigindo que o salário seja pago conforme as horas trabalhadas e na data correta. O protesto ainda não tem previsão de término.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) informou, por meio de uma nota, que a empresa "foi surpreendida pelo movimento". Veja a íntegra da nota:

A Caxangá esclarece que na madrugada desta sexta (04) o Sindicato dos Rodoviários impediu a saída da frota da empresa, prejudicando a operação de 48 linhas e penalizando a população que depende delas. A empresa foi surpreendida pelo movimento, realizado sem qualquer negociação ou comunicação prévia, e informa que está trabalhando para restabelecer o serviço.

Em nota, a Rodoviária Caxangá informou que o retorno se deu após "tratativa judicial" e disse ainda que "reitera que foi surpreendida pela paralisação iniciada na madrugada desta sexta-feira e que em nenhum momento o Sindicato dos Rodoviários buscou um diálogo prévio". Veja a íntegra do novo posicionamento da empresa:

"A Rodoviária Caxangá informa que conforme tratativa judicial a empresa teve seu funcionamento regular desimpedido e a sua frota voltou a operar por volta das 15h desta sexta-feira (04).

A empresa reitera que foi surpreendida pela paralisação iniciada na madrugada desta sexta-feira e que em momento algum o Sindicato dos Rodoviários buscou um diálogo prévio. Esclarece também que não houve participação dos motoristas da empresa no movimento. Ao contrário, eles foram igualmente surpreendidos e impedidos de trabalhar pelo Sindicato dos Rodoviários. A Caxangá reforça ainda que está cumprindo todas as suas obrigações legais e pagando as indenizações conforme determina a legislação.

A empresa repudia a atitude do Sindicato dos Rodoviários por continuamente interromper um serviço essencial à população e economia local para dar visibilidade à sua agenda política e da sua diretoria. As discussões referentes ao dissídio coletivo da categoria serão tratadas em breve no fórum adequado.

Por fim, a Rodoviária Caxangá reforça que se empenhará para minimizar os prejuízos à população e garantir a volta à casa dos seus clientes nesta sexta-feira.". 


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