sismografia

Ao menos onze tremores de terra são registrados em Caruaru

O tremor com magnitude mais alta foi de 2.0 graus às 23h18 desta terça-feira (8)

Manuela Figuerêdo
Manuela Figuerêdo
Publicado em 09/09/2020 às 7:59
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ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
CIDADES - Vista aérea do Morro do Bom Jesus, em Caruaru. - FOTO: ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
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Atualizada às 11h54

Desde a noite dessa terça-feira (8) até o final da manhã desta quarta-feira (9), 11 tremores de terra foram sentidos pelos caruaruenses, no Agreste do Estado. Entre os nove que aconteceram até esta madrugada, o mais forte foi sentido às 23h18 com magnitude de 2.0 graus na escala richter, na última terça-feira (8). Às 19h52, a magnitude foi de 1.5. Na madrugada desta quarta-feira (9), a terra voltou a tremer por duas vezes, com magnitude de 1.8.

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os outros tremores tiveram magnitude baixa de 1.5. A estação sismológica que fica na cidade também registrou uma explosão e uma pedreira com magnitude de 1.7.

Moradores relataram tremores em diferentes regiões: Nova Caruaru, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, Indianópolis, São João da Escócia, José Carlos de Oliveira e Maurício de Nassau.

Por que ocorrem tremores de terra no Nordeste?

De acordo com o geofísico do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Eduardo Menezes, os tremores no Estado ocorrem por causa de falhas geológicas da Placa Sul-Americana. "Na realidade estamos no meio de Placa Sul-Americana. No meio dela, nós temos áreas em que ocorrem os chamados 'tremores intraplaca'. Nós temos várias áreas que possuem falhas geológicas, que entram em atividade em função dos esforços que atuam no interior da Terra que geram essas vibrações", esclarece. 

O laboratório estuda há mais de 20 anos a região e identificou áreas com falhas ativas como Caruaru, São Caetano, Belo Jardim, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. No entanto, os tremores não são exclusivos de Pernambuco. Recentemente, tremores foram sentidos em 43 municípios do Vale do Jiquiriçá e no Recôncavo da Bahia. 

O geógrafo Lucivânio Jatobá, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lembrou que os terremotos não são tão incomuns no Nordeste. “A gente sempre aprendeu que o Brasil estava livre de terremotos. No entanto, o Nordeste é a região campeã de abalos sísmicos no Brasil”, afirmou em entrevista à Rádio Jornal.

Outras ocorrências em Caruaru

No dia 27 de agosto, informações cedidas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apontaram que dois tremores aconteceram também na cidade agrestina. O o primeiro às 3h01, com magnitude de 1.9, e o segundo às 3h19, com magnitude 1.8.

No dia 23 de agosto, um tremor de magnitude 1.5 já havia abalado a cidade. Assim como na segunda-feira (24), quando o chão voltou a tremer, com magnitude de 1.7 graus na escala Richter.

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