CARNAVAL

Cariri Olindense apresenta novo estandarte para celebrar seus 100 anos, mas sem saída tradicional pelas ladeiras de Olinda

A saída simbólica, ocorreu em frente a sede do Cariri Olindense, no bairro de Guadalupe, onde foi apresentado o novo estandarte da agremiação

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 14/02/2021 às 12:26
Notícia

Foto: André Nery/JC Imagem
Diferente da saída tradicional as 4h da manhã do domingo de Carnaval, a Troça Cariri Olindense, apresentou o estandarte novo em frente à sua sede - FOTO: Foto: André Nery/JC Imagem
Leitura:

A Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense, considerada Patrimônio Vivo de Pernambuco, tem a tradição de sair de sua sede, no bairro de Guadalupe, em Olinda, sempre às 4h da manhã do domingo de Carnaval. Neste ano, o costumeiro ritual teve que ser adaptado diante da suspensão do Carnaval, em decorrência da pandemia da covid-19. Foi feita apenas uma saída simbólica, em frente a sede do Cariri, para a apresentação do novo estandarte em comemoração aos 100 anos da agremiação. 

Sem o percurso pelas ladeiras de Olinda, o registro deste momento foi compartilhado nas redes sociais do Cariri Olindense. Alguns moradores próximos ao local também registraram pelas redes sociais, os fogos de artificio que marcariam a saída do Cariri em direção as ladeiras da Cidade Alta, e lamentaram não poder ver a troça passar em frente as suas casas.

Nesta segunda-feira (15), no canal oficial do Cariri Olindense no Youtube, haverá a transmissão de uma live, às 20h. Para celebrar o centenário da agremiação haverá a apresentação do Mestro Spok e sua Orquestra Majestosa, com as convidadas Surama Ramos e Larissa Lisboa. O músico Antônio Marinho será o apresentador deste encontro. 

 >>Dez patrimônios do Carnaval de Pernambuco que vão te fazer sentir saudade da folia em 2021

>>Relembrar Carnavais inesquecíveis ajuda a aliviar a falta da folia neste 2021

>>No Sábado de Zé Pereira sem festa, foliões saudosos relembram o Carnaval de Olinda

 



RESISTÊNCIA

Esta não será a primeira vez que o Cariri não vai às ruas no período carnavalesco. Em 2002, por um problema logístico, o bloco não saiu. Hilton Santana conta que não poder comemorar o centenário junto aos foliões é um motivo de frustração coletiva, mas que a solidariedade e paixão dos foliões fez com que eles conseguissem articular outros projetos, entre eles um documentário.

"A gente já chorou bastante, desde o ano passado, por conta dessa situação. Tínhamos uma programação linda em mente para acontecer durante 2020 inteiro, culminando no centenário. Mas, conseguimos nos reinventar. Em outubro, fizemos uma live na nossa sede e apresentamos a camisa do centenário. O folião abraçou a proposta e já estamos chegando no quarto lote. Parte do lucro das vendas vai ser doada para a equipe que ficou sem trabalho este ano, como músicos e passistas", explica Hilton, em entrevista ao JC.

Um documentário sobre a história do bloco, com direção de Helder Lopes e Paulo de Sá Vieira e produção da Vilarejo Filmes, já está em produção. Uma campanha virtual foi lançada para arrecadar verba para viabilizar o projeto, intitulado Cariri Cem Carnavais, e os que contribuírem recebem recompensar, como camisas do bloco e créditos no filme.

"Também queremos fazer uma exposição comemorativa da nossa história na nossa sede, logo depois do Carnaval. Entre as obras em exibição, estarão as 22 artes que foram submetidas ao concurso que escolheu os traços da camisa comemorativa do centenário. Caso não seja possível, iremos realizar virtualmente", reforça Hilton.

 

 

 

Comentários

Últimas notícias