Aos pés de estátua de Frei Damião, árvore "chora" e atrai fiéis em São Joaquim do Monte, no Agreste de Pernambuco

O acontecimento tem gerado grande alvoroço na região, trazendo fiéis de perto e de longe para beber e levar um pouquinho desta água, que já foi consagrada como "milagrosa"

Vanessa Moura
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Vanessa Moura
Publicado em 20/04/2021 às 12:01 | Atualizado em 20/04/2021 às 12:10
Wesley Santos/TV Jornal Interior
O fenômeno acontece no município de São Joaquim do Belmonte - FOTO: Wesley Santos/TV Jornal Interior
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Com informações do repórter Wesley Santos, da TV Jornal Interior

Em tempos de dificuldades, a esperança e a fé são importantes combustíveis para continuar a caminhada. No Santuário de Frei Damião, localizado no município de São Joaquim do Monte, agreste de Pernambuco, um fato curioso surpreendeu moradores e aguçou a fé de muitos devotos do santo. Uma árvore, que fica próximo à estátua de Frei Damião, começou a jorrar água após ter sido podada na última semana. 

Wesley Santos/TV Jornal Interior
O fenômeno acontece no município de São Joaquim do Belmonte - Wesley Santos/TV Jornal Interior
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O fenômeno acontece no município de São Joaquim do Belmonte - Wesley Santos/TV Jornal Interior
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O fenômeno acontece no município de São Joaquim do Belmonte - Wesley Santos/TV Jornal Interior
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O fenômeno acontece no município de São Joaquim do Belmonte - Wesley Santos/TV Jornal Interior

O acontecimento tem gerado grande alvoroço na região, trazendo fiéis de perto e de longe para beber e levar um pouquinho desta água, que já foi consagrada como "milagrosa". 

"A fé e o milagre me motivaram a vir aqui. Sou devota de Frei Damião, vou levar essa água pra minha família e vou tomar também", revelou Rosilda, que veio do município de Camocim de São Félix, também no Agreste, atrás do líquido.

O fenômeno, porém, que já aconteceu em outras partes do Brasil, pode ser explicado se observado de forma meticulosa, de acordo com o biólogo Marcelo Bezerra. "Para entender o que está motivando este acontecimento é preciso fazer uma análise minuciosa do local. Apenas baseado nas imagens é muito preliminar qualquer informação e qualquer laudo que fizermos", argumentou.

Ainda segundo o biólogo, uma similaridade foi encontrada em algumas das árvores que "choraram": a poda. "Sabemos que os vegetais têm um trânsito de água que vai desde a absorção pelas raízes até a eliminação pelas folhas, no sentido ascendente, ou seja, de baixo para cima. Esse é o fluxo hídrico que acontece com os vegetais. A saída de água com o vegetal, para que ele possa transpirar, acontece pelas folhas. Quando você poda um vegetal, você cessa a saída dessa água, e quando isso acontece, cria-se uma pressão hídrica no local onde foi podado e essa água que segue o fluxo de seu caminho acaba sendo eliminada por essa região de poda", explicou. 

De todo modo, sendo obra natural ou divina, os moradores da região não perdem a oportunidade de provar da água e fazer suas preces. Muitos deles, com o coração cheio de fé, acreditam no poder da oração e do milagre, como é o caso de Rosineide, que veio buscar cura para a filha.

"Vou levar essa água para minha filha. Ela tem problema nos rins e está fazendo hemodiálise e eu tenho fé em Frei Damião que ela vai sair dessa e vai ser curada", contou, emocionada. 

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