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Salesiano investe em projetos inovadores para 2022, com formação para cidadãos atuantes

Plataforma Educa 21 se volta para competências socioemocionais, com abordagens que envolvem todos os integrantes do ecossistema escolar

JC360
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Publicado em 15/06/2021 às 8:13
Jailton Jr/JC360
Psicólogo Rossandro Klinjey (no telão) desenvolveu a plataforma Educa 21, que está sendo adotada pelo Colégio Salesiano, no Recife - FOTO: Jailton Jr/JC360
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Um ensino de excelência tendo os valores cristãos como alicerce é o que norteia a atuação pedagógica do Colégio Salesiano, no Recife. Ancorado na inovação, na disciplina, no desenvolvimento de competências e na responsabilidade social, o colégio está sempre preocupado em realizar projetos que enriqueçam a formação do estudante. Foi com isso em mente que a instituição investiu em um programa com foco na educação socioemocional, no letramento digital e no civismo: o programa Educa 21.

O projeto, desenvolvido pelo psicólogo clínico, palestrante e escritor Rossandro Klinjey, traz a interação entre todos os agentes envolvidos na educação - alunos, pais, professores, gestores e equipe escolar - e busca desenvolver competências e habilidades socioemocionais, dialogando com o que está disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Aplicada em 2021 com formato piloto no Salesiano, os ganhos para o desenvolvimento dos estudantes com a Educa 21 já podem ser percebidos e estão sendo acompanhados de perto pela gestão da escola.

“A primeira coisa que eu percebo com a Educa 21 é a participação em sala de aula. O interesse em aprender, em contribuir com o que está sendo discutido ali se amplia. Alunos que às vezes têm dificuldades em algumas matérias estão se engajando mais no processo. Esse é um diferencial claro desde o início”, comenta André Bandeira, professor do 7º ano do Ensino Fundamental e orientador do programa no Salesiano.

Foi exatamente para colaborar com o diálogo e estimular uma maior participação em sala de aula que o material da Educa 21 foi pensado. De acordo com Rossandro Klinjey, as competências socioemocionais apresentam a mesma relevância que disciplinas como Matemática, História ou Química, pois é por meio dessas ferramentas interpessoais que os estudantes demonstram sua conduta nos diversos papeis que vão assumir na sociedade.

“Nós utilizamos os fundamentos da Casel [Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning], que é uma instituição dos EUA, referência mundial em aprendizagem socioemocional, além de atendermos a todas as demandas da BNCC. Também envolvemos conceitos da psicologia positiva, do letramento digital e da educação parental, pilares capazes de potencializar o desenvolvimento das chamadas competências do século 21. A gente prepara tanto as novas gerações de alunos como também de professores e de pais para trabalhar, estudar e viver em um mundo que é muito mais complexo do que foi a época da nossa juventude”, detalha o psicólogo à frente da Educa 21.

Todo o material didático desenvolvido pelo programa é aplicado pelo professor em sala de aula – e o docente passa por um treinamento envolvendo os profissionais da plataforma, para que possa entender a dinâmica das novas ferramentas e tirar todas as dúvidas relativas a essa nova abordagem. Vale ressaltar que essa formação não acontece em um único momento: ela é uma base construída pouco a pouco para que os professores continuem interagindo e trocando experiências na plataforma digital, além dos muros da escola.

“Além dos professores passarem por essa parte de desenvolvimento das abordagens referentes às competências socioemocionais junto com toda a escola, em um treinamento robusto e segmentado, nós temos uma plataforma digital de soluções diárias que será lançada ano que vem. Por WhatsApp ou pelo chat da plataforma, o professor faz a pergunta e vai ser respondido em até 48 horas. Se for algo muito complexo, ele vai ter acesso a um dos autores do livro, para que a questão possa ser aprofundada. Com a orientação pedagógica, além dessa formação extremamente consistente dada aos professores, a gente oferece uma assistência constante”, explica Rossandro.

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Luiz Carlos Ventura (E), diretor pedagógico do Salesiano, e o professor André Bandeira detalham resultados que a Educa 21 já está demonstrando - Jailton Jr/JC360

Perspectivas que se complementam

A Educa 21 se soma a um planejamento pedagógico que, ao longo dos anos, reforça a atuação assertiva do Salesiano. Mas o novo projeto não é a única estratégia adotada pelo colégio: a instituição está sempre atenta às novidades que o meio educacional apresenta e oferece aos estudantes e pais a riqueza e a variedade necessárias, nesse sentido.

“A pedagogia salesiana é preventiva. Dom Bosco falava que toda educação deveria ser trabalhada com afeto e amor, pois ela nasce do coração. Ele criou o sistema preventivo, a partir do qual a gente trabalha tendo a prevenção sempre em mente. E é uma metodologia que se aplica a tudo: pedagogicamente, aos relacionamentos interpessoais, às questões de disciplina. A Educa 21, como outros projetos em implementação aqui no colégio, visa nos ajudar a colocar em prática, com ainda mais ênfase, o pensamento e o modo próprios da vida salesiana – formar o nosso aluno para ser um bom cristão e um honesto cidadão. A Educa 21, como projeto socioemocional, vem exatamente em forma de cooperação, para atualizar aquilo que a gente já trabalha na vida cotidiana da escola”, explica Luiz Carlos Ventura, diretor pedagógico da instituição.

A pandemia não impediu o Salesiano de investir em diversos projetos, em paralelo à Educa 21. Apesar de ter imposto mudanças e trazido adaptações, a covid-19 não inviabilizou a busca constante por inovação e por oferecer uma educação de excelência. “O projeto de dar mais peso às habilidades socioemocionais em nosso currículo vinha sendo pensado antes da pandemia, já era um sonho maduro. Além do mais, temos um grande desafio para 2022, que é a implantação da nova BNCC para o Ensino Médio, que legalmente é obrigatória no próximo ano”, finaliza Luiz.

Além disso, o colégio também está firmando parceria com a plataforma Cloe, que trabalha os conhecimentos adquiridos em sala de aula utilizando ferramentas e ambientes do universo digital, integrando ainda mais as estratégias pedagógicas disponíveis na instituição.

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Caio Cavalcanti, 12 anos, já está em contato com as ferramentas da Educa 21 e acha que o aprendizado proposto pela plataforma fortalece o diálogo, dentro e fora da sala de aula - Jailton Jr/JC360

Na prática

Embora a implementação completa dos projetos esteja prevista para o próximo ano, a atuação com o formato piloto já repercute positivamente também entre os estudantes. Caio Cavalcanti, 12 anos, é aluno do professor André no 7º ano do Ensino Fundamental e está em contato com a Educa 21. Para ele, o diálogo tem funcionado como chave para uma mudança que, mesmo no início, já transforma o aprendizado.

“Os livros trazem muitos ensinamentos para que a gente vá aprendendo com as coisas do dia a dia. Dando opinião, escutando o outro e chegando juntos ao entendimento do que é considerado certo ou errado, a partir das situações que o professor traz para a sala de aula”, conta Caio. E não é só ele que participa: os pais também fazem parte do aprendizado e contribuem com as atividades.

“Em casa, converso com meus pais quando temos alguma atividade e eles podem participar, me ajudar. O que eu acho mais legal é poder escutar a opinião de mais pessoas, até opiniões que não se parecem, que são diferentes, podendo conversar sobre elas, para entender porque cada lado pensa de um jeito”, complementa Caio.

As atividades realizadas por Caio e pelos outros estudantes estão presentes no material da Educa 21, que tem versões específicas para o aluno e o professor. Para os professores, o material vem com conteúdos extras que ajudam na preparação das aulas.

“Uma ferramenta que exploramos bastante são os QR-Codes. Se naquela aula o professor indicar um vídeo ou uma música, basta ele aproximar a lente do celular do QR-Code e imediatamente abre o site desejado, para que ele não tenha que procurar. Isso não quer dizer que o professor não pode criar ou que ele está engessado e obrigado a colocar somente aquela música. A intenção é enriquecer a abordagem da aula ao mesmo tempo em que facilita a jornada do professor, que é exaustiva. As aulas também têm instruções em formato de áudio, para ele escutar no carro ou em casa, tudo para dar alternativas mais práticas ao professor. Com mais tempo disponível, ele é estimulado a criar conteúdo e a reconstruir a própria aula”, detalha Rossandro.

 

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