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Decreto institui auxílio a vítimas de deslizamento no Brejo da Guabiraba, no Recife

Cinco famílias receberão o valor de R$ 1.500 cada e serão incluídas no auxílio-moradia, de R$ 200

Katarina Moraes Larissa Lira
Katarina Moraes
Larissa Lira
Publicado em 11/08/2021 às 10:03
GUGA MATOS/JC IMAGEM
TRAGÉDIA Deslizamento no Brejo da Guabiraba aconteceu na terça-feira - FOTO: GUGA MATOS/JC IMAGEM
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), assinou, nesta quarta-feira (11), um decreto que garante auxílio a famílias vítimas de um deslizamento de barreira na Rua Cabo Hermito Sá, no Brejo da Guabiraba, Zona Norte da cidade, na madrugada da terça-feira (10). Segundo a prefeitura, cinco famílias receberão o valor de R$ 1.500 cada e serão incluídas no auxílio-moradia, de R$ 200. O pagamento deve ser realizado até a próxima semana, dependendo da documentação e do banco responsável.

“A gente sabe da importância deste recurso chegar rapidamente às famílias e por isso demos prioridade. Estamos assinando este Decreto e o dinheiro será repassado nos próximos dias”, afirmou o prefeito João Campos. O gestor assinou o documento em conjunto com a secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Recife, Ana Rita Suassuna. O decreto será publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (12).

De acordo com a Prefeitura do Recife, uma sexta família chegou a ter a casa interditada, mas não houve perda de bens e por isso não cabe o pagamento. A Secretaria Executiva da Assistência Social do Recife disponibilizou acolhimento no Abrigo Emergencial, mas a opção das famílias foi seguir para casa de parentes. Além disso, segundo a gestão municipal, foram entregues colchões e cestas básicas aos moradores.

Pai e filho soterrados recebem alta do hospital

Para o motorista de ônibus Clebson Barbosa, de 40 anos, e o estudante Clebson Barbosa Júnior, de 16 anos, estar lado a lado, a partir de agora, terá um significado diferente. Pai e filho receberam alta do hospital após terem sido soterrados durante o deslizamento de terra no Brejo da Guabiraba.

A família perdeu tudo no desastre, mas comemora a vida. "Eu pensei que meu filho tinha morrido, fui lá para frente gritando e chorando por ele, porque já estava vendo a situação, aí eu ouvi a voz dele e veio a animação para poder procurá-lo", contou o motorista. "Na minha opinião não tinha chance de acontecer, de eu ficar soterrado da cintura para baixo. Eu fiquei em pé. Foi um milagre, foi Deus", disse o estudante.

Agora, ambos estão acomodados na casa de uma parente na mesma rua onde tudo aconteceu. A cadelinha Nina, resgatada dos escombros na tarde dessa terça (10), também está por lá. No terraço da casa estão alguns móveis que foram salvos e doações. Além do pai e do filho, uma parente deles ficou ferida ao tentar salvá-los, mas também já recebeu alta. 

Apesar das fortes chuvas, moradores acreditam que o deslizamento tenha acontecido pelo rompimento de um cano mestre da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), e seguem preocupados com a ameaça. "Está acontecendo a mesma coisa, pingando água no pé da barreira de três casas, a minha é a última. Estou com muito medo porque é esse cano que está derrubando tudo", relatou a dona de casa Solange de Lima Tavares. Segundo ela, a água jorra há pelo menos três meses e tem afetado várias casas.

A Defesa Civil esteve no local do acidente na manhã desta quarta-feira (11) e reconheceu que ainda há riscos na área. Além disso, solicitou vistoria à Compesa. "A gente sabe que se houver um rompimento de um cano, o potencial para o desastre é muito maior. Então, a gente ainda está analisando isso, e pedimos para a Compesa fazer uma revisão de todo esse entorno, ver se há algum problema e se precisar reforçar alguma coisa para trazer a água encanada novamente", disse Keila Ferreira, gerente geral de assistência social da pasta.

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