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Marinha emite alerta para ventos de até 60 km/h, ressaca e ondas de 3,5 metros em Pernambuco e outros estados do Nordeste

Vários estados podem sentir as consequências do fenômeno

Elton Ponce
Elton Ponce
Publicado em 25/09/2021 às 12:39
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Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Ventania pode ocasionar ondas de até 3,5 metros - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Matéria atualizada às 21h14 do dia 26 de setembro

A Marinha do Brasil emitiu, no final da noite dessa sexta-feira (24), um alerta de ventos que podem atingir até 60 km/h nos litorais de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão deste sábado (25) até a próxima segunda-feira (27).

De acordo com o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), há também previsão de ondas de até 3,5 metros de altura na faixa litorânea. Essa previsão dura até a noite deste sábado.

Também há a possibilidade de ressaca do mar, que é quando as ondas ficam mais violentas num movimento de arrebentação. Essa possibilidade compreende o Norte do estado da Bahia, passando por Sergipe, Alagoas até o Litoral Sul de Pernambuco.

>> Marinha renova alerta para ventos de até 60 km/h, ressaca e ondas de 2,5 metros em Pernambuco e outros estados

Neste domingo (26), um novo alerta foi renovado pela Marinha, também apontando ventos fortes de até 60km/h e ondas com até 2,5 metros de altura na faixa litorânea entre os estados de Alagoas, ao norte de Maceió, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, e ao sul de Natal. Os ventos chamados de alísios estão previstos até a manhã do dia 29 de setembro.

"Alerta-se aos navegantes que consultem essas informações antes de se fazerem ao mar e solicita-se ampla divulgação às comunidades de pesca e esporte e recreio", pede a Marinha. Importante destacar que esse fenômeno em nada se relaciona com a erupção do vulcão Cumbre Vieja na ilha de Las Palmas, na Espanha. A atividade vulcânica chamou a atenção para uma chance remota de tsunami no Nordeste.

Especialista tranquiliza população sobre ondas 

O repórter Gabriel Dias, do site da Rádio Jornal, conversou com o professor Hernande Pereira, coordenador do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco da Universidade Federal Rural de Pernambuco (IRRD/UFRPE), que falou sobre o assunto. 

Em se tratando do alerta emitido pela Marinha, qual o nível correto de preocupação que a população deve ter?

Hernande Pereira: Nível normal de preocupação. Não é a primeira vez que esse tipo de evento ocorre no litoral nordestino, pois este evento meteorológico normalmente pode ocorrer neste período do ano (julho a setembro). Banhistas devem ter cuidados principalmente em praias desertas e desconhecidas pelos usuários. O aviso é muito mais importante para quem pretende se lançar ao mar nessa região do que para quem está em solo.

Na prática, ondas de 2,5m causam quais tipos de danos?

H.R.: A sobre-elevação do nível do mar de causa meteorológica, ou maré meteorológica é uma variação do nível do mar produzida por causas climáticas. Os danos provocados por essas Ondas devem estar concentrados na região onde a faixa de areia é curta. Nessas regiões a água pode invadir o calçadão e provocar alagamentos semelhantes aos de um dia de chuva. As condições para a navegação marítima na costa se tornam perigosas.

E no caso das ondas de 3,5m?

H.R.: Nesse caso os danos provocados pelas Ondas do alerta emitido pela Marinha são semelhantes aos de uma onda de 2,5 metros, ou seja alagamentos semelhantes ao de um dia de chuva, porém por uma extensão e gravidade um pouco maior. E se tratando da navegação as condições para essa atividade são mais difíceis para quem se lançar ao mar.

Moradores de regiões muito próximas ao mar, devem sair de suas casas?

H.R.: Moradores de Palafita e moradores muito próximos da área onde a faixa de praia é muito curta podem ser surpreendidos com água dentro de suas casas sim. Caso ela apresente alto risco de alagamento, a prudência recomenda sair da casa.

Para ficar bastante claro, qual a diferença entre um tsunami e as ondas previstas pela Marinha?

H.R.: Um tsunami é definido como uma grande onda oceânica gerada por terremotos ou outros eventos tectônicos (geológicos). Por definição, para ser considerado um tsunami, a onda precisa ter um comprimento entre 10 e 500 km. Enquanto que as ondas previstas pelo Alerta da Marinha são de origem meteorológicas.

O que não é o caso. O litoral de Pernambuco passa por vários momentos de grandes ondas durante o ano.

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