Violência

''Não tenho mais lágrimas para chorar'', diz pai de açougueiro vítima de latrocínio no Recife

Moradores de Dois Unidos realizaram um protesto pedindo justiça por Miguel, o jovem de 26 anos, que foi vítima de latrocínio

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 01/12/2021 às 20:46
GUGA MATOS/JC IMAGEM
Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - FOTO: GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Com informações da TV Jornal

Moradores do bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife, realizaram uma manifestação, na noite desta quarta-feira, 1º, cobrando segurança na área e justiça pela morte do açougueiro José Miguel Castro, de 26 anos, que foi vítima de latrocínio em Dois Unidos. 

De acordo com familiares, o homem estava caminhando para o trabalho, ouvindo música, com fones de ouvido, e não percebeu quando dois homens anunciaram um assalto. Miguel seguiu andando e foi vítima de um único disparo de arma de fogo, na cabeça, que foi fatal. Ele ainda foi socorrido para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, mas não resistiu.

GUGA MATOS/JC IMAGEM
Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Manifestação em Passarinho, no Recife, pela morte de açougueiro em latrocínio. - GUGA MATOS/JC IMAGEM

"Queremos justiça. Do jeito que foi ele pode ser outra pessoa. Ele era o caçula, um menino pacato. Estamos cobrando segurança, nossas famílias estão ao 'deus-dará', meu filho estava com fone de ouvido, de costas, descontraído e levou um tiro pelas costas. E não podemos fazer nada. Cobramos que as autoridades olhem por nós e não deixem o caso impune. Não dormi desde ontem, não tenho nem mais lágrimas para chorar, esperando resposta de um filho sem envolvimento com drogas, sem más amizades", disse Severino, pai de Miguel, durante o protesto.

Os manifestantes queimaram pneus e metralha na Estrada do Passarinho fechando a via nos dois sentidos. Duas viaturas da Polícia Militar chegaram ao local, quando essa reportagem foi publicada.

Enterro

O corpo do açougueiro foi enterrado no Cemitério de Casa Amarela, na tarde desta quarta-feira. No velório, parentes e amigos prestaram as últimas homenagens. 

Um colega de trabalho, que preferiu não se identificar, disse que o sonho de Miguel era ajudar a família. "Ele queria ajudar a família, os dois filhos, ajeitar a casa da mãe. Era um menino trabalhador, fazia hora extra para ajudar a família", disse.

 

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