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Stellantis: sustentabilidade e boas práticas para além da montagem dos carros

A Stellantis uniu forças com o Parque de Fornecedores do Polo Automotivo de Goiana e se tornou o primeiro complexo industrial da América Latina eleito Carbono Neutro

JC360
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Publicado em 10/01/2022 às 9:49
Léo Motta/JC Imagem
A Jeep já plantou mais de 115 mil mudas de 295 espécies diferentes em uma área no Polo Automotivo da Jeep, em Goiana - FOTO: Léo Motta/JC Imagem
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 Enquanto o mundo se volta para começar a adotar práticas mais sustentáveis em diversos setores da economia, principalmente nas indústrias, a Stellantis amplia seu compromisso verde no Polo Automotivo de Goiana, localizado na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e onde são produzidos os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, e a picape Fiat Toro. No ano passado, o complexo industrial multiplantas foi eleito o primeiro carbono neutro da América Latina. Desde 2017, a planta da montadora conquistou o Selo Ouro do Programa GHG Protocol Brasil - criado com o objetivo de estimular empresas a quantificar e gerenciar emissões de Gases de Efeito Estufa.

Para alcançar os objetivos, a Stellantis reuniu todas as 16 fábricas que compõem o Parque de Fornecedores e tornou todo o complexo industrial neutro graças a uma estratégia combinada de redução e compensação de emissões. “Começamos a envolver nesse esforço as empresas que fazem parte do nosso Parque de Fornecedores. Já temos um trabalho integrado com essas empresas e foi natural estendermos também para nossos objetivos de diminuir a pegada de carbono do Polo, tornando as nossas operações ainda mais sustentáveis. Treinamos os parceiros, começamos a fazer todo o inventário e hoje conseguimos esse marco tão importante”, comemora Sayonara Tavares, Coordenadora de Environment e Facilities do Polo Automotivo.

Para Sérgio Marques, Plant Manager da CMA, empresa que faz parte do Parque de Fornecedores, a conquista da neutralização de carbono é o reconhecimento de um esforço diário por parte de todos que integram o Polo. “A nossa base está, sobretudo, no compartilhamento de ideias. Todos os nossos colaboradores pensam, a todo momento, como podemos contribuir de forma inovadora e simples. A troca de experiências acontece também entre as empresas”.

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Fábrica da Jeep, em Goiana, foi a primeira planta no Nordeste a ser Aterro Zero - Léo Motta/JC Imagem


Sustentabilidade desde o começo

Inaugurado em 2015, o Polo Automotivo foi a primeira planta no Nordeste a ser Aterro Zero, com 100% dos resíduos gerados no processo produtivo sendo enviados para reciclagem e reutilização. Além disso, desde o início das operações, houve a redução de 46% do consumo de água por veículo produzido e a planta alcançou o índice de 99,5% de reuso de água do processo industrial.

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A montadora praticamente eliminou o uso da água potável na fabricação - Léo Motta/JC Imagem

O Programa de Biodiversidade foi outra iniciativa desenvolvida. Uma área que antes era ocupada por monocultura de cana-de-açúcar está sendo reflorestada com mudas do bioma original da Mata Atlântica. De acordo com a empresa, até 2024 serão criados 304 hectares de área verde e corredores ecológicos. Já foram plantadas mais de 115 mil mudas de 295 espécies diferentes, sendo 27 delas em extinção - a expectativa é chegar a 208 mil mudas nos próximos dois anos.

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Uma área que antes era ocupada por monocultura de cana-de-açúcar está sendo reflorestada com mudas do bioma original da Mata Atlântica - Léo Motta/JC Imagem

Como forma de perpetuar as boas práticas e colaborar para que a educação ambiental seja integrada à rotina escolar, a Jeep desenvolveu um programa de educação voltado para alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de Goiana. Com essa iniciativa, o viveiro do Polo Automotivo se transforma em uma verdadeira sala de aula a céu aberto. A ação tem parceria com a Prefeitura Municipal de Goiana que, por meio da Secretaria de Educação, mobiliza gestores, supervisores, professores e alunos. Mais de duas mil crianças já participaram do circuito.

Vozes Daqui

 

Somando forças e contribuindo para o crescimento dos estudantes, a Stellantis, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, AVSI Brasil e a Prefeitura Municipal, desenvolveu o projeto Vozes Daqui, que visa fortalecer a educação e promover o protagonismo juvenil. No final do ano de 2021, foi lançada uma plataforma on-line com todo o conteúdo desenvolvido. O site Projeto Vozes Daqui tem informações das ações, produções realizadas pelos estudantes, como curta metragens, fotografias e textos literários, materiais das oficinas e a disponibilização das lives realizadas. Todo o material pode ser utilizado de forma pedagógica pelos professores da rede municipal, como uma espécie de legado importante para a continuação das atividades no ambiente educacional.

Além disso, o projeto educacional também entregou as reformas das escolas participantes. A Escola Municipal Dr. Manoel Borba e a Escola Municipal IV Centenário receberam novas bibliotecas e salas multimídias. Já a Escola Municipal Lourenço de Albuquerque Gadelha (Flexeiras) ganhou uma área recreativa. O projeto continua com a revitalização de espaços em outras escolas esse ano.


Parcerias no setor da moda

A Stellantis também tem pensado na sustentabilidade além do seu nicho. Por isso, se uniu em parceria com uma iniciativa de economia circular em moda sustentável para lançar a Roda, um projeto que irá utilizar resíduos do setor automotivo do Polo de Goiana para a criação de novos produtos diferenciados. Mochilas, bolsas, sandálias, entre muitos outros itens são produzidos com couro, borrachas, cintos de segurança e até airbags. As peças estão disponíveis para a comercialização em todo o país pelo e-commerce: https://www.roda.eco.br/

O modelo de negócio proporciona também geração de renda para as costureiras da comunidade de Igarassu, cidade vizinha a de Goiana. Uma oficina colaborativa foi oferecida durante o programa com cinco designers: Jailson Marcos, especialista em sapato; Bete Paes, que domina o tingimento natural e as estampas manuais; Rodrigo Evangelista e Mirella Bresani, designers de moda; e Bôsco Santana, mestre artesão em bolsas.

“Em um processo de construção coletivo e colaborativo, dois mais dois geralmente nunca será igual a quatro, porque as habilidades entrelaçadas se potencializam e dão origem a processos e produtos que são verdadeiros hubs de conhecimentos interligados que quando sobrepostos florescem de forma exuberante”, diz Mariana Amazonas, Ecodesigner e co-fundadora da Roda.

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