Centro do Recife

Marquise da sede do bloco Saberé Tradição desaba e deixa um diretor morto e outros quatro feridos

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h45 desse sábado (5)

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 06/03/2022 às 11:13
Day Santos / JC Imagem
Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - FOTO: Day Santos / JC Imagem
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Com informações da repórter Juliana Oliveira da TV Jornal

O desabamento de uma marquise na Rua Vidal Negreiros, no bairro de São José, no centro do Recife, deixou um homem morto e outros quatro feridos. Equipes do Corpo de Bombeiros (CBMPE) foram acionadas por volta das 17h45, desse sábado (5), para atender a ocorrência no prédio onde funciona a sede do Bloco Turma do Saberé Tradição, fundado há 62 anos. Ainda segundo informações dos bombeiros, também foram acionadas as equipes do SAMU, da Neoenergia e da Defesa Civil.

Flávio Alessandro Santos de Almeida, 47 anos, um dos diretores da Saberé e que estava no momento do desabamento, afirmou ao JC que tudo aconteceu de forma muito rápida. “Caiu tudo de uma vez só, foi horrível. Estávamos aqui com umas 15 pessoas, em um almoço só para a diretoria, já que não teve Carnaval este ano. Por sorte, não veio muita gente”, relembra o diretor.

“Estavam todos sentados justamente onde a marquise caiu, porque começou a chover e afastamos nossa mesa. Então ela desabou justamente onde a gente sempre fica”, disse Flávio. Ele também conta que tentou socorrer o diretor Arthur Cardoso, de 68 anos, que veio a óbito. Os outros diretores foram socorridos pelo Samu e encaminhados para duas unidades de saúde.

“Tentei tirar ele (Arthur) debaixo dos escombros, mas o concreto era muito pesado. Os outros três ou quatros diretores também se machucaram, mas já foram liberados e estão bem. A gente se chama de família Saberé, então não perdemos um amigo, ou um diretor, nós perdemos um ente da nossa família”, afirmou Flávio Alessandro. A Saberé Tradição não é proprietária do edifício, a sede do bloco funcionava no térreo e era alugada. 

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento de Arthur Cardoso. Segundo o diretor da Saberé Tradição, que esteve no Instituto de Medicina Legal (IML), na manhã deste domingo (6), não há previsão de quando o corpo será liberado.

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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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DESESPERO Diretores almoçavam na sede do bloco Saberé Tradição, bairro de São José, no momento do acidente - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem
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Desabamento de marquise na sede do bloco Saberé Tradição, no bairro de São José, Centro do Recife - Day Santos / JC Imagem

A equipe da TV Jornal, que esteve no local, informou que logo cedo dois peritos do Instituto de Criminalística (IC) fizeram o registro do concreto na calçada. Há muitos tijolos, fiação solta, cinco cadeiras e duas mesas. Os peritos saíram da sede sem dar entrevista, mas de acordo com eles, o que possivelmente pode ter ocorrido é que parte da marquise desabou por conta das chuvas e também por falta de manutenção.

É possível observar que a marquise estava bastante desgastada com várias infiltrações e rachaduras. A Defesa Civil isolou o trecho do prédio e explicou que nesta segunda-feira (7), a equipe deve retornar para retirar a outra parte da marquise que não chegou a cair. Na mesma rua do Saberé, outros prédios estão sob o risco de desabamento de suas marquises, inclusive, dois deles estão com avisos da Prefeitura do Recife. 

“Com certeza não tem manutenção nestes prédios, se o dono não fizer e depender da prefeitura e do governo, eles não aparecem. Há muitos anos que vivo aqui, trabalho aqui e vejo isso. Tenho até medo de passar por debaixo (dos prédios) e quando tá chovendo é pior. Essas ruas aqui ficam todas alagadas. O Recife todo está abandonado”, disse Tereza Cristina, em entrevista a reportagem da TV Jornal. Ela é moradora do bairro de São José há mais de 20 anos e contou que estava próxima ao edifício minutos depois do desabamento.

 

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