EXONERAÇÃO

Bolsonaro demite Douglas Cintra da presidência da Sudene

Empresário caruaruense passou pouco mais de dois meses no cargo

JC
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Publicado em 04/03/2020 às 7:36
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Cintra foi nomeado em dezembro de 2019 com a promessa de agregar os governadores do Nordeste ao trabalho da autarquia - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) exonerou, no final da noite dessa terça-feira (3), o presidente da Sudene, o empresário caruaruense Douglas Cintra. Para o lugar dele, foi nomeado o advogado paraibano Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto, que é neto do ex-prefeito de Campina Grande Evaldo Cavalcanti da Cruz. A portaria da Presidência da República é relativa ao Ministério do Desenvolvimento Regional e foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com assinatura do ministro chefe da Casa Civil, general Walter de Souza Braga Netto.

>> Douglas Cintra, da Sudene, comemora ida de Rogério Marinho para o Ministério do Desenvolvimento Regional

Douglas Cintra passou pouco mais de dois meses à frente da Sudene. Ex-senador (foi suplente de Armando Monteiro Neto e assumiu o mandato por duas vezes, em 2014 e 2015), foi nomeado em dezembro de 2019 com a promessa de agregar os governadores do Nordeste - todos de oposição ao governo Jair Bolsonaro - ao trabalho da autarquia. "A Sudene não é um lugar para se trabalhar politicamente, mas sim para se construir debates", disse, à época.

Cintra foi indicado ao cargo por cerca de dez deputados da base de apoio do governo. Seu nome também foi referendado pelo líder da gestão no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB).

No último dia 6 de fevereiro, o então presidente da Sudene comemorou a ida do então secretário da Previdência, Rogério Marinho, para o ministério do Desenvolvimento Regional. Já naquela época, convivia com rumores sobre um eventual afastamento do cargo. "Não tive nenhuma informação sobre isso. O que soube foi da mudança do ministro. Até agora não fui comunicado de nada e estou aqui, exercendo minha função".

A nomeação de Evaldo Neto é vista como uma demonstração de força da ala tucana que integra o governo Bolsonaro. Rogério Marinho, que chefia o ministério responsável pela Sudene, é ex-deputado federal pelo PSDB e ainda filiado ao partido. Evaldo também é genro do ex-senador paraibano Cássio Cunha Lima, uma das maiores lideranças regionais do tucanato.

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