Novo superintendente da Sudene é genro de Cássio Cunha Lima (PSDB)

Cássio é ligado ao atual ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho

Angela Belfort
Angela Belfort
Publicado em 04/03/2020 às 23:02
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DIVULGAÇÃO/SUDENE
O novo superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto - DIVULGAÇÃO/SUDENE
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O advogado Evaldo Cruz Neto deve assumir a superintendência da Sudene na próxima semana. A Sudene faz parte do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o atual ministro dessa pasta é Rogério Marinho (PSDB-RN) ligado ao ex-senador Cássio Cunha Lima.  O advogado é genro do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e neto do ex-prefeito de Campina Grande, Evaldo Cavalcanti.  Na mesma publicação em que Cintra foi exonerado, Cruz Neto foi nomeado. Rogério Marinho assumiu o MDR no último dia 11.

O novo superintendente tem 34 anos, tem pós-graduação na área jurídica e cursa MBA em Liderança do Setor Público. Ele já foi assessor do Tribunal de Justiça da Paraíba e desempenha, há 10 anos, funções junto às administrações municipais no acompanhamento e gestão de recursos federais e estaduais, além da elaboração de prestação de contas e assessoramento na execução do orçamento da União, segundo o site da Sudene.

Na terça-feira (3), o empresário Douglas Cintra foi exonerado da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Ele atribuiu a sua saída do cargo à iniciativa do novo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PSDB-RN). Douglas soube da exoneração através do Diário Oficial da União, que na edição desta terça-feira (3) trouxe publicada a exoneração do empresário e ex-senador pernambucano. “Entrou um novo ministro e [ELE]se comprometeu a ocupar os cargos com os que compartilham da mesma posição política. Quem ocupa cargo público sabe que isso pode acontecer”, resumiu Douglas, acrescentando que continua “torcendo para que o governo do presidente Bolsonaro dê certo”.

Ligado ao PTB, Douglas Cintra assumiu a Sudene indicado por um grupo de políticos como Coronel Meira (sem partido), o presidente da Empetur, Gilson Machado Neto (sem partido); e outros da base de apoio ao governo federal como o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). Os dois primeiros eram do PSL e vão para o novo partido de Bolsonaro, o Aliança Pelo Brasil.

O empresário assumiu a Sudene no dia 12 de dezembro, quando ocupava o cargo de ministro do Desenvolvimento Regional, o técnico Gustavo Canuto. Na época, políticos de diversos partidos e empresários elogiaram a indicação de Cintra como superintendente da Sudene por conhecer a região e também pelas suas características pessoais, como a moderação e conhecimento dos problemas da economia da região.

PERDA DE ESPAÇO

“Independentemente de nomes, a questão central é a necessidade de um projeto político para a região. Até agora , não tivemos um gesto objetivo de atenção especial com o Nordeste. A nossa expectativa é de que o Ministro Rogério Marinho, que conhece a dura realidade da região e é uma pessoa do diálogo , possa cumprir esse objetivo. Lamentamos a perda de espaço político de Pernambuco com a saída de Douglas Cintra”, afirmou o deputado federal Danilo Cabral. A reportagem do JC procurou o presidente do PSDB, Bruno Araújo, que não retornou a ligação. 

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