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Coronavírus: após descumprir protocolo e cumprimentar manifestantes, Bolsonaro diz que faria de novo

Nesse domingo (15), Bolsonaro apareceu em ato pró-Governo em Brasília

Maria Lígia Barros
Maria Lígia Barros
Publicado em 16/03/2020 às 14:42
JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
No último domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de ato que pedia, entre outras coisas, a volta do AI-5 - FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
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O presidente Jair Bolsonaro rebateu críticas sobre ter cumprimentado manifestantes em ato pró-Governo nesse domingo (15), em Brasília. Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira (16), na estreia do programa de Datena, ele falou que "faria de novo", voltando a falar em “superdimensionamento” do coronavírus. Para ele, a aparição é uma "maneira de mostrar que está ao lado do povo, na saúde e na tristeza".

"Se o povo aparecer aqui na frente de novo, eu vou lá para frente de novo, conversar com o pessoal", afirmou.

Na semana passada, Bolsonaro viajou aos Estados Unidos ao lado de 11 pessoas que foram diagnosticadas com o coronavírus. O presidente testou negativo para o Covid-19 na última quinta-feira (13), mas o MS diz que uma segunda análise deve ser feita em até 7 dias. Em entrevista à TV Globo na sexta (13), o ministro Luiz Henrique Mandetta recomendou o monitoramento do caso.

>>Coronavírus: Bolsonaro diz que isolar o presidente seria um golpe

No entanto, o chefe do Executivo minimizou a questão.

“Existe o perigo, mas está havendo um superdimensionamento nessa questão. Nós não podemos parar a economia e eu tenho que dar o exemplo em todo momento. Apertei a mão de muita gente para demonstrar que estou com o povo”, justificou. “Eu não vou viver preso dentro do Palácio da Alvorada esperando 5 dias com problemas grandes esperando para serem resolvidos.”

O presidente ainda declarou que não convocou manifestantes para irem às ruas e que não houve protesto.

"Não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Afinal de contas, sou escravo do destino da vontade do povo brasileiro. Não houve protesto. Eles estavam em grande parte fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final", defendeu.

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