Operação Fiat Lux

Ex-ministro do governo Lula é alvo de nova fase da Lava Jato

Mandados acontecem nos estados do Rio de Janeiro (capital, Niterói e Petrópolis), São Paulo e no Distrito Federal

Gabriela Carvalho
Gabriela Carvalho
Publicado em 25/06/2020 às 8:50
AGÊNCIA BRASIL
A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (25) - FOTO: AGÊNCIA BRASIL
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A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (25) 12 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão na âmbito da Operação Fiat Lux, um braço da Lava Jato que apura fraudes na Eletronuclear. O ex-ministro das Minas e Energia do governo Lula (PT), Silas Rondeau, é um dos alvos.

Rondeau foi indicado para o cargo na pasta de Minas e Energia pelo MDB. Ele esteve envolvido em uma série de gravações obtidas pela Polícia Federal e em uma delação premiada feita pelo ex-ministro Antonio Palocci. Rondeau deixou o cargo após o surgimento da primeira denúncia de corrupção contra ele, em 2008.

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Outro alvo da operação desta quinta é o empresário José Eduardo Telles Villas, acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa. No endereço dele, na zona oeste do RJ, os agentes cumprem um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária.

Além do ex-ministro e do empresário, um ex-deputado federal (não teve nome divulgado) e ex-executivos da estatal também são investigados no âmbito do operação nos estados do Rio de Janeiro (capital, Niterói e Petrópolis), São Paulo e no Distrito Federal.

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Segundo informações da PF, o esquema investigado é mais uma etapa que busca atingir os responsáveis por contratos fraudulentos e pagamento de propina na Eletronuclear (subsidiária da Eletrobras voltada à construção de usinas termonucleares no Brasil) que não foram abrangidos pelas operações Radioatividade, Irmandade, Prypiat e Descontaminação. Todas essas foram deflagradas para o cumprimento de mandados contra os nomes envolvidos na organização criminosa que sitiou a companhia.

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Operação Radioatividade

Operações anteriores envolvendo investigações sobre irregularidades na Eletronuclear geraram, em 2019, a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer. Posteriormente, ele foi denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro ou recursos públicos em benefício próprio).

Segundo a PF, a fase de hoje não abrange alvos das operações Radioatividade, Irmandade, Prypiat e Descontaminação, todas relacionadas a investigações na Eletronuclear. A primeira operação relativa ao caso ocorreu em julho de 2015 e ganhou o nome de Radioatividade. Ela investigava desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3.


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