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Carlos Wizard desiste de cargo no Ministério da Saúde

Wizard era indicado para assumir a secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, apesar de que sua nomeação ainda não tinha sido oficializada

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Publicado em 07/06/2020 às 20:18 | Atualizado em 07/06/2020 às 20:35
MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
APOIO Empresário bolsonarista Carlos Wizard é um dos incentivadores da compra do imunizante CanSino - FOTO: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP

O empresário Carlos Wizard, que estava atuando como conselheiro no Ministério da Saúde, publicou uma nota neste domingo (7) anunciando sua decisão de deixar a pasta. Wizard era indicado para assumir a secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, apesar de que sua nomeação ainda não tinha sido oficializada.

Wizard também pediu desculpas por declarações que deu durante sua passagem pelo Governo. 

Carlos Wizard, o cara que foi, tenta ser contador de mortos do Ministério da Saúde

Ele havia dito ao jornal O Globo que o Ministério iria recontar o número de mortos porque os dados seriam "fantasiosos ou manipulados".

Ao Estadão, Wizard havia afirmado que o Governo não planejava "desenterrar mortos", e sim "rever critérios" dessas mortes. Segundo ele, Estados e municípios estariam inflando o número de óbitos para obter benefícios federais. A informação teria sido repassada por uma "equipe de inteligência militar" do Ministério da Saúde.

A iniciativa foi criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que enxergou uma tentativa "autoritária, insensível, desumana e anti-ética" de dar inviabilidade aos mortos pelo coronavírus". "Não prosperará. Nós e a sociedade brasileira não os esqueceremos e tampouco a tragédia que se abate sobre a nação", disse o presidente da entidade, Alberto Beltrame.

 

 

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