José Serra

Serra e fundador da Qualicorp estão no "topo de cadeia criminosa", afirma PF

O parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (21)

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Publicado em 21/07/2020 às 12:08
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WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL
O senador José Serra - FOTO: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL
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O senador José Serra (PSDB) e o empresário fundador da Qualicorp, José Seripieri Filho, de acordo com a Polícia Federal, estão "no topo da cadeia criminosa" que envolveu repasses ocultos para a campanha do parlamentar ao Senado, em 2014. Nesta terça-feira (21), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão relacionados ao caso.

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"No topo da cadeia criminosa tem o acionista controlador [da Qualilcorp] e, no topo do político, temos o então candidato [José Serra]", afirmou em coletiva de imprensa Milton Fornazari Júnior, o investigador responsável pela operação, ligada à Lava Jato. As informações são do UOL.

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De acordo com ele, "o acionista controlador fornecia os números de contato dos intermediários do candidato, e o grupo encarregado de pagar entrava em contato [com o grupo de Serra], fazia reunião para convergir sobre como os repasses seriam feitos".

A relação

Segundo o investigador, a relação entre Serra e Seripieri Filho é justamente a atuação do empresário no ramo de saúde. "O candidato tem uma notória atuação na área de saúde", disse Fornazari. "Vamos agora aprofundar essa investigação para saber se os repasses foram apenas para doação eleitoral ou visando uma contra-partida".

Todas as empresas foram montadas em São Paulo, por isso a operação foi batizada de Paralelo 23, "o paralelo geográfico em que está localizado o estado de São Paulo, onde houve a atividade criminosa", segundo o investigador. Esta é a terceira fase da Operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo.

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