Operação

Lava Jato mira conluio entre empresários e agentes públicos para desvios na saúde

Os policiais federais cumprem seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão

Gabriela Carvalho Estadão Conteúdo
Gabriela Carvalho
Estadão Conteúdo
Publicado em 06/08/2020 às 8:27
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Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil
A operação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS - FOTO: Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil
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Última atualização: 09h31
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 6, a Operação Dardanários para desarticular conluio entre empresários e agentes públicos, que tinha por finalidade contratações dirigidas, especialmente na área da saúde. A ofensiva, feita em conjunto o Ministério Público Federal, apura crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
 
 
Os policiais federais cumprem seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis (RJ), São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Goiânia/GO e Brasília/DF.
 
De acordo com a PF, três pessoas já foram presas, entre elas o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo Alexandre Baldy, e o pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto . Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
 

Antes de assumir o cargo no governo João Doria (PSDB), Baldy foi eleito deputado federal em 2014, mas licenciou-se em novembro de 2017 para assumir o Ministério das Cidades durante o governo Temer. Antes de ser deputado, foi secretário de Indústria e Comércio de Goiás, entre 2011 e 2013.
Durante as buscas em endereço ligado ao ex-deputado e ex-ministro em Brasília, a PF apreendeu R$ 50 mil. 
 
 
A operação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS, indicou a PF.
 
Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
 
"O nome da operação faz referência aos agentes de 'negócios', atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas", afirmou a PF em nota.
 

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