Declaração

"Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo", afirma Bolsonaro

O presidente reconheceu que não ter corrupção é uma obrigação

Douglas Hacknen
Douglas Hacknen
Publicado em 07/10/2020 às 19:03
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ABR
Presidente Jair Bolsonaro - FOTO: ABR
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Em discurso realizado na tarde desta quarta-feira (7), no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou ter acabado com a operação Lava Jato e justificou o ato dizendo que não existe corrupção em seu governo. Durante a cerimônia de lançamento do programa Voo Simples, o chefe do Executivo Nacional também reconheceu que a possível ausência de corrupção não deve ser tratada como uma virtude, mas como uma obrigação que deve ser seguida.

"Queria dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato! Porque não tem mais corrupção no governo", disse, sendo aplaudido por autoridades presentes no local após a fala. "Eu sei que isso não é virtude. É obrigação. Para nós, fazemos um governo de peito aberto", complementou.

A declaração foi direcionada às recentes críticas de apoiadores do ex-juiz Sérgio Moro, chamados de lavajatistas, por Bolsonaro ter se aproximado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionam contrários à operação.

A prerrogativa de encerrar a Lava Jato, no entanto, não é do Poder Executivo, mas da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Programa Voo Simples

O programa Voo Simples é um conjunto de medidas de modernização de regras e redução de custos no setor de aviação. O programa da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Ministério da Infraestrutura reúne mais de 50 iniciativas em prol da indústria de aviação, especialmente para profissionais, operadores de aeronaves e empresas de pequeno porte.

Lava Jato

Iniciada em 17 de março de 2014, a operação conta com 76 etapas deflagradas. A Lava Jato já prendeu nomes importantes da política nacional, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Marcelo Odebrecht, Eduardo Cunha, Nestor Cerveró, entre outros.

Operação é comandada pela Polícia Federal e já cumpriu mais de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária, de prisão preventiva e de condução coercitiva, e tem seu foco em apurar esquemas de lavagem de dinheiro que movimentam bilhões de reais em propina. 

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