Eleições 2022

Após sinalização de possível união entre Moro, Huck e Doria, Ciro Gomes parte para o ataque

Ciro alegou que nem Moro, nem Huck tem legitimidade para ocupar a Presidência

Douglas Hacknen
Douglas Hacknen
Publicado em 09/11/2020 às 19:22
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José Cruz/Agência Brasil
Ciro Gomes (PDT) - FOTO: José Cruz/Agência Brasil
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Horas após o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) confirmar ao colunista Chico Alves, do UOL, uma possível articulação entre o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck para construir uma candidatura à presidência de centro-direita em 2022, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) reagiu. Nesta segunda-feira (9), na saída de um evento da campanha do candidato Márcio França (PSB), na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, o pedetista chamou o ex-juiz de "fascista" e alegou que apresentador não estaria preparado para ser presidente. Conversa entre Moro e Huck aconteceu em outubro deste ano. Doria também faz parte dos diálogos e recebeu o ex-ministro da Justiça em setembro.
"A fraude que campeia no Brasil não cede espaço. No dia em que Doria, Huck e Moro forem de centro, eu sou de ultraesquerda, o que eu nunca fui", afirmou Ciro aos jornalistas. O pré-candidato alegou que nem Moro, nem Huck tem legitimidade para ocupar a Presidência por não terem experiência em cargos públicos.
O ex-ministro do governo Lula, ocupou a terceira colocação nas eleições de 2018, vencida por Jair Bolsonaro (sem partido). Ciro disse ser cedo para debater 2022. "Se apresentar de centro? Não vai não. Na minha frente, nem um dia", declarou.
"Moro vendeu a toga em troca de um cargo e é um cara da extrema direita. O Moro se veste como os fascistas italianos da década de 30. O Moro é fascista", afirmou Ciro. Sobre Moro ter entrado no governo Bolsonaro após condenar o ex-presidente Lula, o pedetista afirmou ser "uma lesão ética que transforma o Moro para mim num grande malandro, num corrupto que durante o governo Bolsonaro tudo o que pôde fazer fez para acobertar os filhos ladrões do Bolsonaro".
"O Luciano Huck é um apresentador de televisão. Ok, é uma tarefa das mais dignas. Isso o prepara para enfrentar a maior crise social e econômica do Brasil? Isso o habilita a ser [presidente]? Só a irresponsabilidade de algumas pessoas da elite brasileira é que permite a gente acreditar nisso", disse Ciro.
 

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