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PSB aciona o STF para exigir que Túlio Gadêlha comprove na justiça as acusações que fez contra o partido

Um dia após declarar apoio a candidata Marília Arraes (PT), o deputado Túlio Gadêlha acusou o PSB de tentar negociar seu silêncio através do seu chefe de gabinete.

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Publicado em 24/11/2020 às 16:15
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O deputado federal Túlio Gadêlha afirmou que o seu então chefe de gabinete teria sido procurado pelo PSB para "negociar o seu silêncio". - FOTO: Leo Motta/JC Imagem
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Diante das acusações desferidas pelo deputado federal Túlio Gadêlha (PDT), de que o PSB estaria tentando "negociar" seu silêncio através de seus assessores, o Partido Socialista Brasileiro apresentou uma interpelação judicial contra o parlamentar, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (24).

>> Túlio Gadêlha diz que vai pedir perícia de áudio divulgado sobre suposto esquema de 'rachadinha' envolvendo Marília Arraes  

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No último sábado (22), através do seu perfil nol Twitter, Túlio Gadêlha afirmou que o ex-chefe de gabinete dele teria sido procurado pela coordenação de campanha do PSB, para negociar seu silêncio. No mesmo dia, Rafael Bezerra, então chefe de gabinete do parlamentar, utilizou a mesma rede social para desmentir o deputado e anunciar que estava deixando o gabinete por conta das acusações.

O PSB quer exigir que o deputado federal comprove judicialmente a publicação. “Isto porque o mandato legislativo não pode ser um cheque em branco para o cometimento de crimes contra a honra das pessoas”, afirma o texto protocolado pelo diretório municipal do partido. 

Procurada pela reportagem, a assessoria do parlamentar informou que ele não irá comentar o assunto. Nesta terça-feira, Túlio Gadêlha utilizou novamente as redes sociais para afirmar que quatro ex-assessores seus, teriam sido contratados pela atual gestão do PSB. "Você sabia que quatro ex-assessores meus afastados e exonerados por desvio de conduta moral foram contratados pela atual gestão do PSB? Recife não é para amadores", publicou. 

 

 

As acusações contra o então chefe de gabinete, Rafael Bezerra, surgiu um dia após Túlio Gadêlha declarar apoio à deputada federal Marília Arraes (PT). "Afirmar algo que nunca aconteceu fere o que poderia se considerar contornável mesmo dentro do que conhecemos como "jogo político" [...] assim, é com muito pesar que me deparo com uma tentativa de exposição quase vil que, ainda que tenha muito me afetado, não conseguirá manchar um trabalho sério e árduo construído até então", escreveu Bezerra, em uma série de postagens no Twitter.

VAZAMENTO

O deputado federal Túlio Gadelha (PDT) divulgou, na manhã de hoje, uma nota para afirmar que um áudio, divulgado pela revista Veja, no qual sua voz aparece, foi retirado de contexto. Na gravação, segundo a revista, o parlamentar conta a uma terceira pessoa que teria recebido uma sugestão da candidata à Prefeitura do Recife, Marília Arraes (PT), com o objetivo de fazer um esquema de "rachadinha" e financiar uma possível futura campanha eleitoral dele. O pedetista, porém, disse que isso se trata de “fake news” e pediu a realização de uma perícia “para comprovar a manipulação” do material.

“Em relação à matéria veiculada pela Revista Veja, trata-se de mais uma fake news do PSB. Tática essa que tem se tornado corriqueira na campanha pela Prefeitura do Recife. [...] Quanto ao áudio mencionado, está completamente descontextualizado. Solicitei perícia para comprovar, em tempo, a manipulação da gravação apresentada fora do contexto”, diz trecho da nota do parlamentar, que também vai acionar contra os responsáveis pela divulgação do áudio.

 

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