Dia do Trabalhador

Apoiadores de Bolsonaro fazem carreata neste sábado (1º) em defesa do voto impresso

Grupo saiu do Parque Dona Lindu, passando pela Avenida Mascarenhas de Moraes até chegar na Avenida Boa Viagem, onde pedestres acompanharam um carro de som vestidos de verde e amarelo

Estadão Conteúdo Luisa Farias
Estadão Conteúdo
Luisa Farias
Publicado em 01/05/2021 às 12:02
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Bruno Campos/JC Imagem
Carreata teve concentração às 10h na Avenida Mascarenhas de Moraes, no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. De lá, os manifestantes saíram em direção à Boa VIagem - FOTO: Bruno Campos/JC Imagem
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Com informações da TV Jornal

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizam uma carreata na manhã deste sábado (1º), feriado do Dia do Trabalhador, na Zona Sul do Recife. A concentração ocorreu no Parque Dona Lindu, e sai pela Avenida Mascarenhas de Moraes em direção à Avenida Boa Viagem. Também se uniram à carreata grupos de outros municípios da Região Metropolitana do Recife, como Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes. 

O ato no Recife faz parte de uma movimentação nacional com carreatas em várias cidades do País. A pauta é em defesa da liberdade, voto impresso auditável nas eleições e ainda de críticas à medidas de restrição de circulação diante da pandemia da covid-19. 

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O trânsito ficou lento na Mascarenhas de Moraes por conta da manifestação. A reportagem da TV Jornal identificou ambulâncias no local com dificuldade de se locomover.

 

Bruno Campos/JC Imagem
Carreata de apoiadores de Bolsonaro na Avenida Mascarenhas de Moraes, no Dia do Trabalhador - Bruno Campos/JC Imagem
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Carreata de apoiadores de Bolsonaro na Avenida Mascarenhas de Moraes, no Dia do Trabalhador - Bruno Campos/JC Imagem
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Carreata de apoiadores de Bolsonaro na Avenida Mascarenhas de Moraes, no Dia do Trabalhador - Bruno Campos/JC Imagem
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Carreata de apoiadores de Bolsonaro na Avenida Mascarenhas de Moraes, no Dia do Trabalhador - Bruno Campos/JC Imagem

Na Avenida Boa Viagem, havia a presença de pedestres com camisas verde a amarelas e bandeiras do Brasil, que seguiam o percurso de um trio elétrico.

Divulgação/PTB
Ministro do Turismo, Gilson Machado, em manifestação pró-Bolsonaro no Dia do Trabalhador - Divulgação/PTB
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Manifestação pró-Bolsonaro no Dia do Trabalhador - Divulgação/PTB
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Manifestação pró-Bolsonaro no Dia do Trabalhador - Divulgação/PTB
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Manifestação pró-Bolsonaro no Dia do Trabalhador - Divulgação/PTB
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Manifestação pró-Bolsonaro no Dia do Trabalhador - Divulgação/PTB

O ministro do Turismo, Gilson Machado, que é pernambucano, esteve presente no ato. "Estamos aqui nesse momento patriótico, democrático, o maior 1º de Maio já registrado no Recife, de massa humana apoiando o governo. Isso é muito gratificante porque eu faço parte desse governo, que é um governo que está recuperando a auto estima do brasileiro, onde agora o dinheiro do brasileiro serve ao Brasil e não à Cuba, à Venezuela", afirmou o ministro.

No Rio de Janeiro, a manifestação de apoiadores de Bolsonaro interrompeu o trânsito na orla de Copacabana, na zona sul da cidade. Os participantes se concentraram Avenida Atlântica, à beira da praia, uma das principais vias do bairro, carregando bandeiras do Brasil e faixas de protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes executaram o hino nacional e gritavam palavras em apoio a Bolsonaro.

Igrejas essenciais

Um projeto que classifica as atividades religiosas como essenciais no estado em períodos de calamidade pública - como na pandemia da covid-19 - foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Para virar lei, ele precisa ainda ser sancionado pelo governador Paulo Câmara (PSB).

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Mas a versão aprovada difere da original, pois permite que o governo estadual estrinja eventos presenciais nas instituições religiosas no caso de circunstâncias excepcionais, por meio de decreto. 

O tema entrou na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) no início de abril, depois que o ministro Kasio Nunes Marques decidiu liberar cultos presenciais em todo o País, por meio de uma decisão liminar. O ministro Gilmar Mendes se opôs à medida ao negar pedido de suspensão o decreto que vigorava no estado de São Paulo proibindo as celebrações presenciais, apresentado pelo PSD. Em 9 de abril, o STF decidiu, por nove votos a dois, referendar o entendimento de Gilmar Mendes de que não é inconstitucional proibir a realização de celebrações presenciais durante a pandemia da covid-19.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a abertura dos templos, baseado no artigo 5º da Constituição Federal, que entre outros pontos, assegura a liberdade de culto e de crença. Em 26 de março, ele havia publicado um decreto que incluía na lista de serviços considerados essenciais os templos religiosos e lotéricas.

 

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