UNANIMIDADE

Caso Henry: Comissão aprova denúncia e Jairinho pode ser cassado até julho

A denúncia irá retornar ao Conselho de Ética, que deve sortear o relator do processo nesta terça-feira (4)

JC Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo
Publicado em 03/05/2021 às 17:20
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CÂMARA DO RIO/DIVULGAÇÃO
O vereador está preso - FOTO: CÂMARA DO RIO/DIVULGAÇÃO
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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aceitou na tarde desta segunda-feira (3) a denúncia contra o vereador Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho, preso desde 8 de abril e apontado com responsável pelas agressões que causaram a morte de seu enteado Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Agora será aberto um processo que deve terminar até julho e pode resultar na cassação do mandato de Jairinho. O vereador integrava o Solidariedade, que anunciou sua expulsão após a prisão do parlamentar. Nesta segunda-feira Henry completaria cinco anos.

Em reunião às 14h30, a Comissão de Justiça e Redação da Câmara, composta pelos vereadores Alexandre Isquierdo (DEM), Doutor Gilberto (PTC) e Inaldo Silva (Republicanos), aprovou por unanimidade a denúncia contra Jairinho, que havia sido apresentada na semana passada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Agora a denúncia vai retornar ao Conselho de Ética, que nesta terça-feira (4) deve sortear um relator para o processo, e só então ele será oficialmente aberto.

A primeira atividade do relator deve ser notificar o advogado do vereador Jairinho para que apresente defesa no prazo de dez dias A fase de instrução do processo, em que serão colhidas provas e ouvidas testemunhas e o próprio vereador, deve se estender por 45 dias. Depois, o processo será encaminhado a votação aberta em plenário. São necessários os votos de dois terços dos 51 vereadores.

O Estadão tentou ouvir a defesa de Jairinho a respeito da decisão da Comissão de Justiça e Redação da Câmara, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Inquérito


O inquérito da 16ª DP (Barra da Tijuca) que investiga a morte de Henry Borel foi concluído nesta segunda-feira (3). O vereador Dr. Jairinho (sem partido) e a mãe de Henry, Monique Medeiros, namorada do vereador, que também está presa, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado (tortura e recursos que impossibilitaram a defesa da vítima).

Jairinho responderá pelos seguintes crimes de tortura: uma ocorrida no dia 12 de fevereiro de 2021 e a outra no dia 8 de março, quando Henry morreu.

Já Monique irá responder por tortura que aconteceu no dia 12 de fevereiro. Em contato com a babá, ela soube que o filho estava sendo torturado, mas levou cerca de três horas para deixar o salão de beleza e retornar para casa.

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