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Filho de Bruno Covas reage à fala de Bolsonaro e diz que o presidente é ''covarde'' por atacar quem não pode mais se defender

A apoiadores, Bolsonaro afirmou que 'o outro, que morreu', fechou São Paulo e foi 'assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã'

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 03/08/2021 às 9:05
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REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@BRUNOCOVAS
Bruno Covas, que morreu em maio, ao lado do filho Tomás - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@BRUNOCOVAS
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Filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB), Tomás Covas, de 15 anos, respondeu e criticou, nessa segunda-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com Mônica Bergamo, colunista da "Folha de S. Paulo", o jovem considerou afirmações de Bolsonaro “uma fala covarde" ao atacar "quem não pode mais se defender".

“Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas", declarou o adolescente à jornalista.

Ao criticar ações de governadores e prefeitos durante a pandemia, Bolsonaro disse a apoiadores em Brasília: “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”, se referindo ao dia em que Bruno Covas levou o filho ao Rio de Janeiro para assistir à final da Copa Libertadores da América.

O PSDB afirmou que "Bolsonaro não respeita os vivos, os mortos, as instituições, a democracia, o bom senso. Agora ataca até a memória de Bruno Covas, prefeito eleito por milhões de paulistanos". Em seguida, o partido do ex-prefeito parafraseou Covas em imagem publicada no Twitter. "É possível fazer política sem ódio, fazer política falando a verdade".

Bruno Covas morreu no dia 16 de maio de 2021, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica. Ele lutou contra a doença por um ano e meio e durante a campanha eleitoral.

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