RACHADINHA

Quebra de sigilo de ex-mulher de Bolsonaro atinge época de casamento com presidente

Ana Cristina Siqueira Valle é investigada sobre envolvimento em práticas de "rachadinha" no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro

Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
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Publicado em 20/09/2021 às 14:50
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@CRISTINABOLSONARO VIA INSTAGRAM
Ana Cristina Siqueira Valle é a segunda ex-mulher do presidente - FOTO: @CRISTINABOLSONARO VIA INSTAGRAM
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A quebra de sigilo bancário e fiscal da assessora parlamentar Ana Cristina Siqueira Valle (Republicanos-RJ) atinge o período em que ela esteve casada com o presidente Jair Bolsonaro. Ela é investigada sobre envolvimento em práticas de “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro.

A Justiça autorizou ao Ministério Público do Rio de Janeiro acesso aos dados bancários da ex-assessora de maio de 2005 a maio de 2021. Ela e o presidente se divorciaram em junho de 2008. O casal teve um divórcio litigioso com acusação de furto e relato de patrimônio não-declarado a partir de outubro de 2007.

Enquanto casados, Bolsonaro e Cristina compraram cinco terrenos, uma sala comercial em Resende e uma casa em Bento Ribeiro, zona norte do Rio de Janeiro. Em duas transações há indícios de uso de dinheiro vivo, modelo de operação apontado como forma de lavagem de dinheiro na denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente.

A Promotoria faz menção às transações em seu pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Ana Cristina e demais investigados. Segundo o MP-RJ, em razão do possível uso de dinheiro vivo, há suspeita de lavagem de dinheiro nas operações.

Porém, não houve pedido de quebra de sigilo das pessoas ou empresas que participaram das operações imobiliárias de Ana Cristina. Caso contrário, a ação envolveria o presidente e poderia levar a apuração para a Procuradoria-Geral da República.

A assessora parlamentar é investigada pelo MP-RJ sob suspeita de ser a operadora financeira do esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos na Câmara Municipal. Ela foi chefe de gabinete do filho do presidente entre 2001 e 2008, além de ter mantido sete parentes nomeados no local até 2018.

 

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