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Ministro da CGU, Wagner Rosário, pede desculpas à senadora Simone Tebet após chamá-la de descontrolada

"Às vezes, no calor do embate, somos agressivos inconscientemente. Estendo minhas desculpas a todas mulheres que tenham se sentido ofendidas", disse o ministro

Estadão Conteúdo
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Publicado em 21/09/2021 às 23:30
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ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO
Sessão da CPI da Covid desta terça-feira (21) foi encerrada após tumulto - FOTO: ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO
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O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, foi ao Twitter pedir desculpas públicas à senadora Simone Tebet (MDB-MS), após chamá-la de "descontrolada" durante a sessão nesta terça-feira (21) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

"Senadora @SimoneTebetms. Apesar de tê-lo feito pessoalmente, reitero meus pedidos de desculpas caso minhas palavras tenham lhe ofendido. Às vezes, no calor do embate, somos agressivos inconscientemente. Estendo minhas desculpas a todas mulheres que tenham se sentido ofendidas", publicou o ministro.

Mais cedo, na CPI, Wagner Rosário ofendeu Simone Tebet durante a sessão da CPI. A senadora o questionava sobre sua suposta prevaricação na apuração de irregularidades no contrato da Covaxin, vacina indiana contra a covid-19. A compra acabou cancelada pelo governo após o colegiado expor a possível corrupção na aquisição.

O ataque do ministro, que foi chamado de machista por senadores, gerou bate-boca no colegiado e seu encerramento. Rosário ainda terminou o dia como investigado pela CPI - até então, ele prestava depoimento na condição de testemunha.

A justificativa de que sua postura contra Simone Tebet se deu "no calor do embate" lembra as justificativas oferecidas pelo presidente Jair Bolsonaro, na carta à nação escrita pelo ex-presidente Michel Temer, para "explicar" as ameaças feitas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos de 7 de setembro. No documento, o chefe do Planalto afirmou que agiu "no calor do momento".

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