MUDANÇA

Antes apontado como presidenciável nas eleições 2022, Datena anuncia que vai sair do PSL e migrar para o PSD

O apresentador, que foi apontado como presidenciável no projeto do PSL antes da fusão com o DEM no União Brasil, chegará ao PSD para ser candidato ao Senado por São Paulo

JC Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo
Publicado em 02/11/2021 às 17:17
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Datena foi apontado como presidenciável no projeto do PSL antes da fusão com o DEM no União Brasil - FOTO: REPRODUÇÃO DE VÍDEO/BAND
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O apresentador José Luiz Datena decidiu deixar o PSL, quatro meses depois de se filiar, e migrar para o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab. Ele já está comunicando a decisão a aliados. Segundo a Coluna do Estadão, de Alberto Bombig, Datena, que foi apontado como presidenciável no projeto do PSL antes da fusão com o DEM no União Brasil, chegará ao PSD para ser candidato ao Senado por São Paulo. 

A ideia do PSL seria ter Geraldo Alckmin para o governo paulista e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disputando a presidência da República.

A terceira via 

A convergência para uma candidatura única na disputa presidencial de 2022 entre os partidos do centro político é uma possibilidade ainda distante. Incertezas e obstáculos deixaram alargada e congestionada a terceira via. A praticamente um ano da definição do próximo presidente da República, pelo menos 11 pré-candidatos se apresentam para a disputa. Entre eles o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSD no dia 27 de outubro, e o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que vai se filiar ao Podemos no próximo dia 10, em Brasília.

Moro voltou ao Brasil nesta segunda-feira (1º), vindo dos Estados Unidos, e já iniciou o movimento para ampliar as conversas políticas sobre sua possível candidatura ao Palácio do Planalto. O convite para a cerimônia de filiação do ex-juiz ao Podemos já começou a ser distribuído.

"Juntos, podemos construir um Brasil justo para todos", diz o texto, com a foto do ex-ministro, emoldurada por uma bandeira do Brasil. O ato de filiação ocorrerá em grande estilo, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Antes, no entanto, Moro vai se reunir com integrantes de outros grupos que têm simpatia por sua provável candidatura. Os primeiros alvos dessas discussões são dirigentes do futuro União Brasil, partido que surge com a fusão do DEM e do PSL.

Na ala do antigo PSL estão possíveis aliados de Moro, caso ele decida bater o martelo e concorrer mesmo à Presidência - a outra opção é a disputa por uma vaga ao Senado. Na terça ou quarta-feira, o ex-ministro deve conversar com o deputado Júnior Bozzella (SP), que hoje é vice-presidente do PSL e manterá o posto no União Brasil.

Dirigentes da nova legenda têm dito que pretendem discutir a possibilidade de um projeto próprio ao Planalto. Há no União Brasil, porém, um grupo influente que defende o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro. Uma outra corrente quer que o partido se junte ao projeto que Moro deverá liderar no Podemos É justamente essa temperatura que o ex-juiz da Lava Jato vai medir na conversa com Bozzella, da qual também deve participar a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP).

Bozzella tem elogiado Moro, com quem costuma conversar informalmente, e diz que o União Brasil deve colocar no seu radar a possibilidade de apoiá-lo, caso ele confirme sua candidatura. "O momento é de união e despreendimento, de abrir mão dos projetos e vaidades pessoais em prol de uma única bandeira: a do Brasil! Só o esforço de todos nesse sentido será capaz de viabilizar a terceira via", postou o deputado nas suas redes sociais sobre a reunião que deverá ter com Moro.

Antes da criação do União Brasil, Moro também já vinha conversando com Mandetta, que integra as fileiras do DEM. Os dois e mais o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), jantaram juntos no dia 30 de setembro, em São Paulo, para alinhar um projeto de terceira via. Em caso de vitória nas prévias do PSDB, é improvável que Doria aceite abrir mão de sua candidatura presidencial, o que impediria uma aliança em torno do nome de Moro. Mesmo assim, os três continuam trocando ideias sobre a melhor maneira de romper a polarização entre Lula e Bolsonaro, identificada até agora pelas pesquisas.

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