POLÍCIA FEDERAL

PF reabre inquérito sobre facada em Bolsonaro e vai analisar celular do advogado de Adélio

Delegado quer descobrir se alguém pagou honorários ou se o advogado assumiu defesa do autor da facada pela visibilidade do caso

Estadão Conteúdo
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Publicado em 25/11/2021 às 22:31 | Atualizado em 25/11/2021 às 22:32
Raysa Leita/ AFP
O hoje presidente da República sofreu um atentado a faca no dia 6 de setembro de 2018 - FOTO: Raysa Leita/ AFP
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Com informações do Estadão

A Polícia Federal reabriu o inquérito sobre o atentado a faca contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na campanha eleitoral de 2018. A investigação foi retomada após o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1), em Brasília, derrubar, no início deste mês, as restrições que impediam a continuidade da apuração.

A PF poderá analisar o material obtido a partir da quebra de sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que na época do crime defendeu Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada.

O delegado Rodrigo Morais Fernandes também poderá ter acesso ao conteúdo da operação que fez buscas no escritório do advogado, em 2018. Na ocasião, os agentes apreenderam celular, livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários, mas não puderam se debruçar sobre o material por decisão liminar da Justiça, anulada no dia 3 de novembro pelo TRF1.

A linha de investigação retomada pela PF busca verificar se alguém pagou pelo trabalho de Zanone no caso ou se o advogado assumiu a defesa de Adélio para ganhar visibilidade. A hipótese de um mandante por trás do atentado foi encerrada em maio do ano passado pelo delegado Rodrigo Morais. Ele concluiu que Adélio agiu sozinho e por motivos pessoais.

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