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Bolsonaro libera a ministros e servidores classe executiva em voos para o exterior

A medida representa um recuo em relação à decisão do ex-presidente Temer que havia editado decreto instituindo que voos para fora do País seriam feitos exclusivamente em classe econômica - e que qualquer upgrade seria pago pelo próprio servidor.

Estadão Conteúdo
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Publicado em 12/01/2022 às 18:01
MICHAEL M. SANTIAGO/ GETTY IMAGES/AFP
GOVERNO Disputa é novo elemento de tensão na base de Jair Bolsonaro - FOTO: MICHAEL M. SANTIAGO/ GETTY IMAGES/AFP
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O presidente Jair Bolsonaro editou decreto que permite que ministros e outros servidores voem em classe executiva para o exterior. A medida representa um recuo em relação à decisão do ex-presidente Michel Temer que, em fevereiro de 2018, havia editado decreto instituindo que voos para fora do País seriam feitos exclusivamente em classe econômica - e que qualquer upgrade seria pago pelo próprio servidor.

O benefício vale para ministros de Estado, servidores de cargo em comissão ou função de confiança de alto escalão, como secretários-executivos. Também poderão voar na executiva servidores que estejam substituindo ou representando essas autoridades.

A norma publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (11) prevê que, em viagens ao exterior cuja duração do voo seja superior a sete horas, a passagem poderá ser emitida na classe executiva.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência justificou que a medida visa "mitigar o risco de restrições físicas e de impactos em saúde dos agentes públicos que precisam se afastar em serviço da União ao exterior a fim de tentar atenuar eventuais efeitos colaterais em face de déficit de ergonomia e evitar que tenham terem suas capacidades laborativas afetadas".

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