Revelações

Abraham Weintraub diz que Bolsonaro foi 'sequestrado' pelo centrão, mas garante voto no presidente em 2022

Declaração foi dada pelo ex-ministro da Educação durante live no domingo (24). Ao longo do dia, ele havia prometido revelações sobre o governo que iriam 'chocar a maioria'

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 25/04/2022 às 6:43 | Atualizado em 25/04/2022 às 6:45
CAROLINA ANTUNES/PR
O ex-ministro da Educação (Abraham Weintraub) e o presidente Bolsonaro - FOTO: CAROLINA ANTUNES/PR
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Em transmissão ao vivo realizada na noite do último domingo (24), o ex-ministro Abraham Weintraub fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que o chefe do Executivo federal "mudou" e que crê que ele está está sofrendo chantagem de integrantes do centrão. Apesar disso, o ex-titular do Ministério da Educação (MEC) disse que irá votar no militar da reserva este ano "por falta de alternativa".

"Bolsonaro foi sequestrado e acho que está sendo chantageado por esse pessoal (centrão) com ameaças de prisão, como eu fui. Como eu não fiquei com medo foram atrás dos meus filhos, podem ter ido atrás da família dele. E ele não está totalmente isento de culpa", declarou. Segundo o ex-ministro, o presidente está "100% vulnerável" ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

Também participaram da live o irmão de Abraham, Arthur, e o ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Na ocasião, Weintraub ainda comentou os ataques que ele e seu irmão receberam do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após críticas da dupla ao indulto concedido pelo presidente ao também deputado Daniel Silveira (PTB). No Twitter, Arthur afirmou que a medida criava um "precedente" que poderia ser usado, em outro momento, para reverter condenações por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em resposta, o filho do presidente declarou que Daniel é "inocente" e que Abraham e Arthur são "os irmãos que saíram do País para se livrar desta perseguição". O parlamentar ainda classificou os ex-aliados como "filhos da puta".

Na live de ontem, Abraham Weintraub disparou: "Eduardo disse FDP (filhos da puta) e depois falaram termos muito mais chulos, porque não conseguem apontar uma falha de caráter ou corrupção". O ex-ministro disse que o pai foi chamado de "maconheiro", mas era "professor e fez um livro sobre o malefício da droga".

Na transmissão, Weintraub também afirmou, mais de uma vez, que vai votar em Bolsonaro no pleito de outubro deste ano. "Nunca disse que vou votar no Lula ou em outro candidato se não o presidente Bolsonaro, mas falo que agora é por falta de alternativa, ele virou um personagem", destacou.

Ex-assessor do governo, Arthur Weintraub contou que Bolsonaro teria ficado insatisfeito quando o nome de Abraham começou a ser ventilado para concorrer ao Governo de São Paulo em 2022. Segundo o irmão do ex-ministro, o presidente teria até mesmo ameaçado cortar os empregos deles nos Estados Unidos se isso se concretizasse.

O gestor teria dito, ainda, durante ligação em novembro de 2021, que os irmãos deveriam continuar fora do Brasil. "Vocês podem ficar aí por vários anos. Não voltem. Seu irmão pode ser preso de pisar no Brasil e ficar igual ao Nelson Mandela", detalhou Arthur sobre o que o presidente teria falado.

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