ELEIÇÕES 2022

PDT oficializa candidatura de Ciro Gomes ao Palácio do Planalto

A convenção, na sede nacional do PDT, em Brasília (DF), foi a primeira entre os presidenciáveis. A decisão foi tomada por unanimidade

Amanda Azevedo
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Amanda Azevedo
Publicado em 21/07/2022 às 0:03 | Atualizado em 21/07/2022 às 2:02
EVARISTO SA / AFP
PDT aprovou em convenção nome de Ciro Gomes para disputar Palácio do Planalto - FOTO: EVARISTO SA / AFP
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Da Estadão Conteúdo 

O PDT oficializou a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes na disputa pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira (20).

A convenção, na sede nacional do partido, em Brasília (DF), foi a primeira entre os presidenciáveis. A decisão foi tomada por unanimidade.

Esta será a quarta tentativa do ex-governador do Ceará de chegar à Presidência da República.

Sem ter conseguido até agora o apoio de nenhuma outra legenda, Ciro Gomes tenta romper a polarização da política nacional entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estão à frente nas pesquisas de intenção de voto.

No levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em 23 de junho, Ciro aparece com 8%, em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro (28%) e Lula (47%). No primeiro turno da eleição de 2018 ao Planalto, o ex-ministro obteve 12,47% dos votos e ficou na terceira colocação.

 

O ato político contou com a participação do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), da senadora e pré-candidata ao governo do Distrito Federal, Leila Barros, cotada também para ser vice de Ciro, dos ex-ministros Aldo Rebelo e Miro Teixeira e do presidente do partido em São Paulo, Antônio Neto, que vai concorrer a uma vaga na Câmara.

O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, escolhido pelo PDT para concorrer ao governo do Ceará, também foi à convenção. A decisão do partido de apoiar Cláudio levou o PT a romper a aliança com os pedetistas no Estado. A legenda de Lula defendia a reeleição da governadora Izolda Cela (PDT) e agora decidiu, em conjunto com MDB e Progressistas, lançar outra candidatura a governador para rivalizar com o PDT. O nome apoiado pelo PT ao Estado ainda não foi definido.

Apesar da decisão de lançar Ciro à Presidência, diversos candidatos do PDT nos Estados tentam associar suas campanhas com a de Lula. Exemplos disso são o senador Weverton Rocha (MA), o ex-prefeito de Niterói (RJ) Rodrigo Neves, ambos pré-candidatos a governador, e o ex-prefeito de Natal (RN) Carlos Eduardo, pré-candidato ao Senado. Os três estavam presentes na convenção nacional do partido. Antes de anunciar o resultado que sacramentou a candidatura de Ciro, Carlos Lupi negou haver dissidências. "As aves de rapina vão cultivar traição em muito terreno, aqui não", declarou.

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