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JC Recall de Marcas: 23ª edição tem mudanças na forma para manter a essência

O novo formato de apresentação da pesquisa dialoga com os meios digitais e explora toda sua interatividade e versatilidade

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Publicado em 28/09/2021 às 0:07 | Atualizado em 28/09/2021 às 8:14
ARTE JC
A revista impressa evoluiu para uma revista digital interativa com recursos multimídia, assim como o JC Digital e o site JC, que têm conteúdo pensado para suas respectivas plataformas - FOTO: ARTE JC
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É no momento de crise que o mais importante ganha evidência. E para aproveitar as oportunidades que surgem num período de instabilidade, uma boa estratégia de comunicação integrada faz toda a diferença. Isto se comprova nesta 23ª edição do JC Recall de Marcas, que aponta que as empresas que permanecem na memória dos pernambucanos estudaram profundamente a mudança no perfil de consumo e adequaram o tom para serem ouvidas por quem mais importa: o público-alvo.

As transformações aceleradas pela pandemia consolidam os meios digitais como importante fonte de informação e expõem novos comportamentos que devem permanecer no pós-Covid. Mudanças refletidas no resultado da pesquisa, realizada pela Cenário Inteligência, e na forma inovadora como o Jornal do Commercio apresentará os dados coletados. “Muitas mudanças aconteceram neste período de pandemia, algumas planejadas, mas que foram antecipadas, e outras que precisaram ser implementadas para atender aos novos hábitos e formas de consumo”, destaca o diretor do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Vladimir Melo.

SERGIO BERNARDO/JC IMAGEM
Para Vladimir Melo, diretor do SJCC, o formato digital da revista possibilitou ampliar a visibilidade das marcas - SERGIO BERNARDO/JC IMAGEM

Com o JC Recall de Marcas também não poderia ser diferente. A revista impressa evolui para uma revista digital interativa com recursos multimídia, assim como o JC Digital e o site JC também trazem para as marcas e leitores o conteúdo pensado para suas respectivas plataformas. "Com as diversas possibilidades do digital, conseguimos amplificar a visibilidade das marcas parceiras e democratizar ainda mais o acesso ao conteúdo", continua Vladimir. Acesse aqui a revista digital da 23ª edição do JC Recall de Marcas.

O jornal também vivenciou mudanças, passando a ser 100% digital desde março de 2021. "É jornalismo em tempo real, dinâmico, de fácil acesso, indo ao encontro dos leitores da forma que quiserem, onde estiverem. Foi uma transição para a qual nos preparamos e que já mostrava o caminho certo que estávamos trilhando, refletido nos nossos sites e portais que batem recordes de audiência", detalha o diretor.

Ainda que a forma como a informação é passada se transforme, o que é essencial se perpetua. Assim, o Recall de Marcas nasceu em 1998 para reconhecer o investimento das empresas na construção e valorização das suas marcas, além do esforço para se manter na memória afetiva do povo pernambucano. Desde então, é realizado anualmente, com exceção de 2020 quando o projeto foi suspenso temporariamente devido à pandemia.

“A pandemia nos obrigou a parar, estudar e escolher caminhos que já vinham sendo preparados. O digital é o nosso produto mais importante hoje e para o qual nos voltamos integralmente. E o JC Recall de Marcas segue este caminho, oferecendo um novo formato de revista digital, completamente interativa. É um novo produto, que comunga com a linguagem atual do JC Digital e do JC Online. Estamos mais integrados e oferecendo conteúdo de qualidade numa nova plataforma, que vai nos colocar ainda mais perto dos leitores”, destaca o diretor de redação do JC, Laurindo Ferreira.

BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
Produto comunga com linguagem do JC Digital e Online, defende Laurindo - BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM

Um dos trunfos da pesquisa de 2021 é que ela permite que os gestores façam uma avaliação do que aconteceu ao longo dos últimos anos e identifiquem se a trajetória que eles esperam está sendo trilhada. “A pesquisa mostra a força da propaganda. Marketing eficaz gera consumo, admiração ou lembrança. Portanto, marcas que desejam crescer precisam ter boa comunicação para estar na boca do povo. Em momentos de crise econômica, as marcas não devem relegar a comunicação. Ao contrário, precisam reforçá-la para que a admiração, a lembrança e o consumo não sofram processo de enfraquecimento” explica o cientista político, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e fundador da Cenário Inteligência, Adriano Oliveira.

O pesquisador completa: “A preferência significa que o consumidor usa, consome ou deseja aquela marca. A admiração e a lembrança sugerem que o consumidor se lembra dela em razão do volume ‘do boca a boca’. Portanto, a pesquisa mostra a mente dos consumidores”.

Contexto que foi bem assimilado pelas marcas presentes no TOP 3 do ranking geral do Recall, como Vitarella (76,6%), Pitú (75%) e Honda (73,6), que obtiveram o maior percentual de lembrança em comparação a todas as demais marcas nas categorias Macarrão, Aguardente e Moto, respectivamente.
Para Adriano, este resultado vem de uma construção de marca bem executada, que vai além do desejo de consumir um produto ou serviço. “Mesmo que a pessoa entrevistada não tenha necessidade de consumo, ela pode citá-la por admirá-la ou ter uma boa lembrança. Isso é oferecer uma experiência positiva em seu aspecto mais poderoso”.

A PESQUISA

Todas as transformações citadas na matéria ficam ainda mais evidentes na apresentação dos resultados da pesquisa da Cenário, começando pela mudança de categorias que passaram a integrar o estudo: Consórcio, Ensino à Distância (EAD), Goiabada, Margarina, Pet, Refrigerante, Revendedora Jeep, Seguradora, Site de Apostas Esportivas e Uísque.

“Alguns setores não foram inseridos nesta pesquisa em razão da dinâmica intensa da economia, que gera demandas por novos produtos ou serviços que deixaram de ser ofertados pela falta de procura dos consumidores. Com isso, produtos e novas marcas surgem e precisam ser avaliadas por pesquisas de recall. Conclusão: são os consumidores que têm o poder de demandar novos serviços, possibilitando o surgimento de novas marcas”, destrincha Adriano.

JAILTON JR./JC IMAGEM
Pesquisa da Cenário, de Adriano Oliveira, ratifica a entrevista em profundidade como importante ferramenta estratégica - JAILTON JR./JC IMAGEM

O estudo foi realizado por telefone, no período de 7 a 12 de julho de 2020, com 516 entrevistas qualitativas realizadas com pessoas do Recife, Olinda e Jaboatão do Guararapes. “Desde a eleição de 2020, fazemos pesquisas qualitativas utilizando a técnica entrevista em profundidade de maneira remota. Os resultados advindos são fantásticos. Os desejos e sentimentos dos eleitores e consumidores são expostos profundamente. Dessa forma, os participantes não se sentem incomodados ou envergonhados por estarem opinando, pois estão solitários junto com o mediador”, explica o fundador da Cenário.

O cientista político prossegue: “Hoje, a entrevista em profundidade é uma eficaz ferramenta para identificar as emoções do cliente e um meio adequado para a construção de estratégias”, explana o pesquisador. Todas as etapas tiveram o acompanhamento do estatístico Carlos Gadelha, que conta com mais de 15 anos de experiência na área de pesquisa.

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