Ludmilla e Lexa fazem show para ditador na Guiné Equatorial, diz jornal

Victor Augusto
Victor Augusto
Publicado em 25/06/2018 às 8:46
Ludmilla (Imagem; Reprodução/ Instagram)
Ludmilla (Imagem; Reprodução/ Instagram)
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Ludmilla e Lexa teriam embarcado rumo à Guiné Equatorial para realizar um show especial. De acordo com informações do jornal Extra, a própria Lud confirmou antes de embarcar que iria "cantar no aniversário do príncipe da Guiné". O problema é que Teodoro Obiang Nguema Mbasogo não é príncipe, mas um ditador que está há mais de 35 anos no poder através de eleições suspeitas e um governo rígido. O governante teria fretado o avião para as cantoras e ainda pago a estadia delas em um hotel de luxo.

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Obiang é conhecido por ser apaixonado pela cultura brasileira. Sua paixão o fez estampar os noticiários nacionais após supostamente ter financiado a Beija-Flor no Carnaval de 2015. O valor de R$ 10 milhões teria sido investido na escola para que ela realizasse um enredo-exaltação do seu país e fez com que ela levantasse seu 13º título.

Guiné Equatorial

O país africano conta com menos de um milhão de habitantes e é governado por Obiang desde 1979, tendo, assim, a ditadura mais longa ainda vigente na África. A economia da Guiné Equatorial vai bem, graças à exploração do petróleo, o que leva o Governo a arrecadar bastante e investir em obras públicas. O povo, porém, pouco vê dessa riqueza e as construções financiadas com verba pública são alvo de diversas denúncias de lavagem de dinheiro.

Em 2014, Guiné Equatorial tinha uma renda per capita de $21,056, a mais alta da África. Ainda assim, 39% das crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição infantil e sete em cada dez habitantes vivem com menos de dois dólares por dia. De acordo com a Forbes, Obiang é o oitavo governante mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal avaliada em US$ 600 milhões. Segundo a Human Rights Watch, 42% das crianças não estavam registradas nas escolas primárias em 2016.

Em 2013, a dívida da Guiné Equatorial com o Brasil girava em torno dos R$ 27 milhões. Em 2009, Teodorín Obiang, filho de Teodoro Obiang, teria gasto quase o dobro dessa quantia em um leilão de obras de arte realizado em Paris.

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