"Passei de musa da direita à 'traidora esquerdopata'", diz Rachel Sheherazade; ela fala sobre relação entre Luciano Hang e sua saída do SBT

Romero Rafael
Romero Rafael
Publicado em 04/10/2020 às 12:39
Rachel Sheherazade - Foto: reprodução
Rachel Sheherazade - Foto: reprodução
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Rachel Sheherazade, que recentemente saiu do SBT, concedeu entrevista à Isto É sobre o que desgastou sua relação com a emissora, a ponto de não renovarem o contrato. Antes celebrada pela direita brasileira por causa de comentários conservadores e de críticas ao PT, Sheherazade se tornou uma das vozes mais questionadoras do governo Bolsonaro no telejornalismo, desagradando antigos admiradores; tendo recebido, inclusive, ameaças de morte.

"Passei de musa da direita à 'traidora esquerdopata' e outros adjetivos que não vale a pena citar. Eu não os culpo [os 'críticos' de seu trabalho]. Muitos foram ludibriados pelo seu político de estimação e suas fake news. E, ainda por cima, como esperar que esse público entenda a real concepção de esquerda, direita, liberalismo, fascismo, comunismo? Falta cultura política no Brasil", disse Rachel Sheherazade.

Na entrevista, Rachel Sheherazade também disse que o empresário Luciano Hang, das lojas Havan, um dos principais apoiadores de Bolsonaro, teria, sim, contribuído para o desgaste e para que o SBT não renovasse o contrato:

"No ano passado, o empresário [Luciano Hang] manifestou no Twitter sua satisfação e alegria com relação à demissão de colegas meus do SBT. O senhor Luciano Hang chamou-os de comunistas e disse, no Twitter: 'Está faltando demitir a Sheherazade'. Sendo ele um empresário que fez campanha para o presidente, uma espécie de garoto-propaganda do bolsonarismo, e ainda por cima um dos maiores patrocinadores do SBT, sim, ficou claro que ele pediu a minha cabeça à emissora."

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