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'Carnaval 2022': Folia no Rio de Janeiro é liberada pelo comitê científico da prefeitura

Governador Cláudio Castro, afirmou que vai bater o martelo sobre a realização do carnaval até o dia 15 de janeiro

Gabriela Andrade
Gabriela Andrade
Publicado em 22/12/2021 às 10:37 | Atualizado em 22/12/2021 às 10:39
ALEXANDRE MACIEIRA/RIOTUR
FOLIA Festa carioca é uma das mais tradicionais e não foi realizada em 2021 por causa da pandemia - FOTO: ALEXANDRE MACIEIRA/RIOTUR
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De acordo com informações do jornal Extra, o Comitê Científico de Enfrentamento à covid-19 (CEEC), grupo de especialistas que orienta a prefeitura do Rio de Janeiro sobre a pandemia, declarou que, nas condições atuais, a capital não deve estabelecer qualquer restrição ao Carnaval de 2022.

A decisão libera não só a folia no Sambódromo, como também nas ruas da cidade. Na semana passada, o prefeito Eduardo Paes havia dito que apenas os desfiles da Sapucaí estavam confirmados, enquanto que a autorização para os blocos de rua dependia de análise.

Agora, com as novas indicações do comitê, a Riotur anunciou, que na próxima segunda-feira (27), irá liberar a lista dos cortejos autorizados a tomar as ruas.

“O CEEC, fundamentado no cenário epidemiológico favorável (números de casos e internados e percentual de positividade de testes) e com 80% de cobertura vacinal, na análise dos dados de todos os eventos com aglomeração no país e no Rio de Janeiro, e sustentado pelas evidências científicas disponíveis, recomenda à Secretaria municipal de Saúde que não estabeleça, nesse momento, qualquer restrição à realização do carnaval carioca”, afirma o documento do comitê divulgado numa reunião ordinária realizada na última segunda-feira (20).

Decisão é baseada no cenário atual

Apesar da decisão, os especialistas destacam ainda “que todo o processo de monitoramento do cenário epidemiológico deve ser mantido em vigilância”. Após o anúncio da liberação, o prefeito Eduardo Paes foi às redes sociais para reforçar que a decisão leva em consideração o "cenário atual" da pandemia.

A decisão de liberação, porém, não desobrigará o cumprimento de normas sanitárias. Se o carnaval fosse realizado no atual cenário, a apresentação do passaporte de vacinação seria obrigatório tanto para componentes das escolas quanto para o público na Sapucaí. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, no entanto, diz que o comitê recomenda que os blocos de rua poderão sair sem qualquer medida sanitária adicional, valendo as regras atuais.

O secretário municipal de Saúde lembra que há 17 semanas os índices da covid-19 no Rio de Janeiro estão em queda, com 19 pessoas internadas na cidade devido a complicações da doença. Além disso, ele diz não haver evidência, até agora, de casos graves provocados pela variante Ômicron em quem foi imunizado há menos de seis meses. A maior parte da população, ressalta Daniel Soranz, completou o ciclo antes desse prazo.

Aval final pendente


A recomendação do comitê científico da capital, no entanto, não é uma decisão soberana. O governador Cláudio Castro afirmou que vai bater o martelo sobre a realização do carnaval até o dia 15 de janeiro, quando está previsto o início dos ensaios técnicos das escolas de samba na Sapucaí.

Até lá, de acordo com o governador do Rio de Janeiro, será mantido o monitoramento dos índices de contaminação da variante Ômicron da Covid-19 e da influenza, que vem registrando queda nos números de casos nas últimas semanas.

Enquanto isso, os 506 blocos do Rio de Janeiro que apresentam 620 pedidos de desfiles à Riotur esperam a divulgação da lista na próxima semana. Depois dessa etapa, eles vão precisar do aval da PM e do Corpo de Bombeiros.

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