Viagem ao espaço

Ao vivo: bilionário decola para o espaço com tripulação a bordo de foguete da Virgin Galactic

O britânico Richard Branson busca impulsionar a incipiente indústria do turismo espacial

AFP Giovanna Torreão
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Giovanna Torreão
Publicado em 11/07/2021 às 11:51
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Divulgação/Virgin Galactic
Tripulação da Virgin Galactic - FOTO: Divulgação/Virgin Galactic
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O bilionário britânico Richard Branson decola, neste domingo (11), para o espaço. A decolagem será no Novo México, nos Estados Unidos, para passar alguns minutos sem gravidade a bordo de uma espaçonave da Virgin Galactic. Outras cinco pessoas participam da missa, que foi batizada de Unity 22.

Branson tem o objetivo de impulsionar a incipiente indústria do turismo espacial. Mas também ultrapassar seu concorrente, o americano Jeff Bezos, fundador da Amazon, arrebatando-lhe o título de primeiro bilionário a cruzar a fronteira espacial graças à nave de uma empresa que fundou.

O fundador da SpaceX e rival de Bezos, Elon Musk, anunciou no Twitter que assistirá à decolagem neste domingo. "Vou te ver lá para lhe desejar boa sorte", disse a Branson.

O britânico terá uma missão muito precisa durante sua viagem: testar e avaliar a experiência que seus futuros clientes terão.

A decolagem, que estava marcada para 07h00 locais (10h00 de Brasília), teve de ser remarcada para uma hora e meia mais tarde devido às condições meteorológicas, ficando para 08h30 locais (11h30 de Brasília), segundo anúncio da empresa esta manhã. O voo será transmitido ao vivo pelo site da Virgin Galactic.

Outros bilionários já estiveram no espaço na década de 2000, mas a bordo de foguetes russos.

Hoje, a viagem não começará com um foguete, mas com um enorme avião que transportará a espaçonave. Depois de decolar de uma pista tradicional, o avião, dirigido por dois pilotos, tomará altura por cerca de uma hora.

Presa à parte inferior do avião estará a espaçonave VSS Unity - uma cópia do modelo SpaceShipTwo - com dois outros pilotos e quatro passageiros a bordo: Richard Branson e três funcionários de sua empresa.

Divulgação/Virgin Galactic
Richard Branson, fundador da Virgin Galactic - Divulgação/Virgin Galactic

A uma altitude de cerca de 15 quilômetros, a nave - do tamanho de um jato particular - vai se soltar e acionar seu motor para uma subida supersônica a uma altura de mais de 80 quilômetros, o limite estabelecido nos Estados Unidos para a fronteira espacial.

Com o motor desligado, os passageiros poderão se soltar de seus assentos e flutuar por alguns minutos sem gravidade, admirando a curvatura da Terra de uma das 12 janelas da cabine.

Depois de atingir uma altitude máxima de cerca de 90 km, a espaçonave planará.

O excêntrico bilionário de 70 anos, fundador do grupo Virgin - cujas atividades vão desde uma companhia aérea até esportes - há muito cultiva uma imagem impetuosa, com uma série de façanhas esportivas.

"Quando eu era criança, queria ir para o espaço. Como isso parecia improvável para a minha geração, registrei o nome Virgin Galactic, com a ideia de criar uma empresa que tornasse isso possível", escreveu Richard Branson alguns dias atrás.

Objetivo que esteve perto do fracasso em 2014: o acidente em voo de uma espaçonave Virgin Galactic causou a morte de um piloto, atrasando consideravelmente o programa.

Desde então, a VSS Unity chegou ao espaço três vezes, em 2018 e 2019, com pilotos a bordo e até um passageiro em 2019.

Neste domingo, o evento será realizado no Spaceport America, uma base espacial construída no deserto do Novo México, menos de 100 km ao norte da pequena cidade de Las Cruces.

A Virgin Galactic iniciou sua construção, financiada em grande parte por este estado do sudoeste dos EUA.

A base inclui uma pista com mais de 3,6 km de extensão e um edifício com espaços dedicados às operação de voos, bem como à recepção de futuros clientes.

 

 

Divulgação/Virgin Galactic
Interior do avião espacial da Virgin Galactic - Divulgação/Virgin Galactic

Depois de domingo, a Virgin Galactic planeja mais dois voos de teste e, em seguida, iniciará as operações comerciais regulares no início de 2022.

A longo prazo, pretende operar 400 voos por ano do Spaceport America.

Cerca de 600 passagens já foram vendidas para pessoas de 60 países diferentes, incluindo celebridades de Hollywood, por entre US $ 200.000 e US $ 250.000.

Embora Branson continue repetindo que "o espaço é de todos", a aventura ainda está ao alcance de poucos privilegiados.

"Quando eu voltar (do espaço), vou anunciar algo muito emocionante para que mais pessoas possam se tornar astronautas", prometeu.

A competição no setor do turismo espacial, cujo início iminente é anunciado há anos, se acelerou este mês: o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, também planeja subir aos céus no dia 20 de julho com seu próprio foguete, batizado New Shepard e desenvolvido por sua empresa Blue Origin.

A empresa fez questão de anunciar na sexta seus méritos contra os da Virgin Galactic: o New Shepard sobe a mais de 100 km de altura, superando assim o que é conhecido como a linha Karman, que marca o início do espaço segundo a convenção internacional.

"Nenhum de nossos astronautas terá um asterisco ao lado do nome", zombou Blue Origin.

 

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Richard Branson, fundador da Virgin Galactic - FOTO:Divulgação/Virgin Galactic
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Interior do avião espacial da Virgin Galactic - FOTO:Divulgação/Virgin Galactic

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