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NA COMISSÃO

CPI da Covid: Humberto Costa pede investigação sobre vacinação secreta de servidores da Abin por fora do PNI

A vacinação secreta teria sido arquitetada pelas Forças Armadas, que também vacinaram todo o seu efetivo em Brasília, em meio a problemas na imunização da população geral do Distrito Federal.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 22/07/2021 às 7:37
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EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
Humberto Costa (PT-PE) - FOTO: EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
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Membro titular da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse, nesta quinta-feira (22), que recebeu com "extrema indignação" a informação de que servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram vacinados secretamente, em prejuízo do Plano Nacional de Imunizações (PNI). O senador oficiou o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) para que investiguem o caso.

A informação da vacinação secreta foi revelada na quarta pelo repórter Vinícius Sassine, do jornal "Folha de S.Paulo".

A vacinação secreta teria sido arquitetada pelas Forças Armadas, que também vacinaram todo o seu efetivo em Brasília, em meio a problemas na imunização da população geral do Distrito Federal.

“É uma clara forma de trapacear a legislação vigente e rasgar o PNI. Enquanto as pessoas comuns sofrem para ter o direito até de agendar sua vacinação, há um rol secreto de servidores sendo vacinados na frente de cidadãos com comorbidades, de grávidas, de mais idade. É algo gritante, que fere todos os princípios que regem a administração pública”, afirmou o senador Humberto, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado e ex-ministro da Saúde.

Humberto pediu ao MP junto ao TCU, ao MPF e à DPU que abram procedimento de ação civil pública, "na qual se defenda a reparação dos imensos danos morais coletivos havidos no processo de 'vacinação secreta', contra todos os agentes que agiram ou se omitiram na guarida do bem público saúde, mormente pelo assomado e grave contexto da pandemia da covid-19".

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