Combate ao vírus

Miguel Coelho cancela Réveillon e Carnaval de Petrolina. Recife cancela shows no Réveillon

Miguel acrescentou ainda que eventos de grande porte só poderão voltar a ocorrer com a população imunizada com as duas doses

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 30/11/2021 às 10:16 | Atualizado em 30/11/2021 às 11:12
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Miguel Coelho, prefeito de Petrolina - FOTO: REPRODUÇÃO
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Alegando o crescimento do número de casos e surgimento de novas variantes do coronavírus, o prefeito Miguel Coelho informou ao blog que decidiu cancelar a realização do Réveillon e do Carnaval de Petrolina. O anúncio foi divulgado em uma entrevista ao programa Nossa Voz nesta terça-feira (30).

Segundo Miguel, já havia um planejamento para a preparação da tradicional festa de fim de ano. A decisão, porém, foi suspender os shows e realizar apenas a queima de fogos de artifício na Orla de Petrolina.

O Carnaval também será cancelado, permitindo-se somente eventos privados com limite de público e protocolos de higiene conforme os critérios determinados pela Secretaria de Saúde do Estado.

O prefeito explicou ainda que a difícil decisão foi amadurecida nas últimas semanas após a confirmação de uma nova variante do coronavírus, e seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde e de pesquisadores brasileiros.

Miguel acrescentou ainda que eventos de grande porte só poderão voltar a ocorrer com a população imunizada com as duas doses.

“Estamos fazendo também um alerta para as pessoas que não estão se vacinando. Todo mundo precisa se vacinar senão essa pandemia continuará se estendendo e colocando em risco as vidas das pessoas. Portanto, pensando na saúde da população, decidimos cancelar o Réveillon e o Carnaval”, explicou Miguel.

Recife

Alegando as incertezas do atual cenário sanitário mundial, com notícias de nova variante que acendem o alerta sobre um possível agravamento da pandemia de covid-19, a Prefeitura do Recife não realizará os tradicionais shows da programação de Réveillon, no próximo dia 31 de dezembro, que costumam marcar a virada do ano na orla do Pina e Boa Viagem.

O anúncio foi feito nesta terça (30) pelo prefeito João Campos, que garantiu a realização da queima de fogos na orla de Boa Viagem, e também descentralizada em outros bairros da cidade.

“Não haverá shows promovidos pela Prefeitura do Recife no Reveillon da nossa cidade. Então não vai haver grandes shows como sempre acontece na avenida Boa Viagem, no Polo Pina, que são as principais praias do Recife. Mas nós vamos fazer queimas de fogos sem estampidos descentralizadas na cidade. Vamos ter na Zona Sul, na Zona Norte e na Zona Oeste e a queima tradicional de fogos na orla de Boa Viagem, mas sem promoção de shows, que promovem grandes aglomerações, chegando a registrar mais de 1 milhão de pessoas na orla”, disse o prefeito.

Ainda de acordo com o prefeito João Campos o momento de incertezas no cenário da pandemia, causado com o surgimento de uma nova variante exige responsabilidade e cautela do poder público.

“Entendendo que vivemos um momento no qual aparece uma nova variante, de muitas incertezas em torno dela. Nós temos avançado muito na vacinação, mas o momento ainda não chegou de promover um encontro de tal tamanho. Então vamos manter a queima de fogos, de forma descentralizada, mas não vamos promover shows pela Prefeitura do Recife na orla de Boa Viagem”, afirmou.

Para receber o ano de 2022, a Prefeitura do Recife vai realizar a tradicional queima de fogos na Orla de Boa Viagem, com 17 minutos de um show no céu recifense. Serão quatro balsas dispostas no mar e que serão responsáveis por dar suporte aos fogos que serão projetados sem estampidos.

Também haverá cinco minutos de fogos em polos descentralizados no Ibura, Jardim São Paulo, Morro da Conceição e Lagoa do Araçá. No ano passado, a queima de fogos não aconteceu por conta da pandemia e as medidas restritivas em vigor na época.

BELO DIC/DIVULGAÇÃO
Lupércio - BELO DIC/DIVULGAÇÃO

Prefeitura de Olinda diz estranhar ausência em comissão formada para discutir o Carnaval

A Prefeitura de Olinda estranhou o fato de o prefeito de Recife, João Campos, não incluir Olinda na Comissão para discutir o Carnaval já que, em números, o Carnaval de Olinda é maior que o Carnaval do Recife. As duas cidades são vizinhas, sem barreiras geográficas e com, basicamente, a mesma condição sanitária diante da pandemia. Ou seja, o que acontece em Olinda repercute em Recife e vice-versa. Além disso, as Secretarias de Cultura das duas cidades, juntamente com a Secretaria de Cultura do Estado, já têm se reunido para discutir o assunto. É impensável falar de Carnaval no Brasil, e especialmente o Carnaval de Pernambuco, sem que Olinda participe da discussão.

 

 

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