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Mistérios dos mares

Conheça o tubarão-charuto: o terror das baleias e dos golfinhos

Marcas de ferimentos circulares em animais marinhos de grande porte, causadas pelo tubarão-charuto, intrigaram pesquisadores da vida nos oceanos

Roberta Salles
Roberta Salles
Publicado em 02/09/2021 às 22:40
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SoCientífica
A mordida deixada pelo tubarão-charuto é circular - FOTO: SoCientífica
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Marcas de ferimentos circulares em animais marinhos de grande porte, como golfinhos, peixes-espada e até baleias intrigaram bastante profissionais e pesquisadores da vida nos oceanos. Buracos perfeitamente circulares, assemelhando-se à marca de queimadura de charuto ou mesmo lembrando a forma de um biscoito.

Acredite, trata-se de uma mordida de um pequeno tubarão (de 40cm a 1 metro), da espécie Isistius brasiliensis, cujo nome popular é tubarão-charuto. Ele vive em águas tropicais e subtropicais oceânicas do mundo e, embora estejam amplamente distribuídos por todo o mundo, pouco se sabe sobre eles.

SoCientífica/Divulgação
Tubarão-charuto é pouco conhecido por viver nas profundezas - SoCientífica/Divulgação

Por mais assustadores do que possam parecer, as mordidas e cicatrizes são quase como se alguém tivesse removido cirurgicamente um pedaço de tecido. “O tubarão-charuto se alimenta de peixes com essa mandíbula especializada onde consegue morder a presa, girar e fazer a sucção, deixando uma mordida num formato arredondado”, conta a Gislaine Lima, bióloga da ONG Projeto Conservação Recifal.

Divulgação/Projeto Golfinho Rotador
Ferida do tubarão-charuto - Divulgação/Projeto Golfinho Rotador


Espécie 'estranha'

“Tubarão-charuto é o nome dado para um grupo de tubarões do gênero Isistius. E ele tem esse nome por ter um corpo mais alongado com a cabeça um pouco achatada”, contou Gislaine. O animal ainda é desconhecido popularmente por preferir as profundezas dos mares. “A grande maioria dos registros do tubarão-charuto acontece a partir dos mil metros até os quatro mil metros. Mas eles ainda podem ser encontrados um pouco mais perto, ainda na plataforma continental, que varia de lugar para lugar, afirmou.

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