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Edno Melo fala de ação que prevê leilão de terreno do Náutico: "pagamos um preço caro pela falta de zelo com o patrimônio"

Lucas Holanda
Lucas Holanda
Publicado em 07/07/2020 às 12:34
Edno Melo concedeu entr. Foto: Klisman Gama/Blog do Torcedor
Edno Melo concedeu entr. Foto: Klisman Gama/Blog do Torcedor
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Nessa segunda-feira, a reportagem do Jornal do Commercio informou que o terreno do Náutico na Rosa e Silva iria a leilão para pagamento de uma dívida trabalhista. Nesta terça-feira, em entrevista ao comentarista Ralph de Carvalho, o presidente alvirrubro, Edno Melo, comentou que a ação procede, com leilão previsto para acontecer no próximo dia 13 de julho, mas que o departamento jurídico do clube já entrou com um recurso por excesso de penhora. Edno também aproveitou a conversa para dizer que a atual gestão acaba pagando um preço muito caro pela falta de zelo e cuidado das gestões anteriores.

"Realmente, a gente paga um preço muito caro pela falta de zelo e pela falta de cuidado com o patrimônio. Com relação a essa ação que terá o leilão no próximo dia 13, a gente já está trabalhando em cima dela. O departamento jurídico já entrou com um recurso por excesso de penhora. Um patrimônio que recentemente foi avaliado em R$ 217 milhões ir à hasta pública por conta de uma causa de um pouco mais de R$ 50 mil, não faz sentido, não tem cabimento nenhum. Mas mesmo assim fica a lição para os gestores que vierem tenham cuidado com o clube. Quando contratar, pagar. Quando demitir, também pagar as rescisões. Porque a conta chega e ela é pesada", disse Edno Melo.

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CASO GIVANILDO

Além dessa dívida trabalhista, a gestão Edno Melo também precisa encarar outros débitos causados em anos anteriores. Um deles, por exemplo, é com o técnico Givanildo Oliveira, onde a ação é de R$ 517.829,86 e o prédio da garagem do Departamento de Remo do clube foi colocado a leilão para o pagamento ao ex-treinador alvirrubro. O presidente do Timbu afirmou que o clube vai fazer uma proposta para chegar a um acordo com Givanildo, mas destacou que pode não ser nos moldes que o treinador queira receber.

"O problema é que o Náutico não vai fazer o que era feito em gestões passadas, que era justamente apertar um acordo, não pagar e a dívida dobrar. A gente têm causas de R$ 3 milhões, R$ 2 milhões, por conta dessas irresponsabilidades. E a gente vai fazer uma proposta aos advogados de Givanildo. Uma proposta que a gente possa pagar, não deve ser a proposta que ele quer receber e também da maneira que ele quer. Mas infelizmente a realidade do clube é totalmente diferente de quando ele passou", disse Edno Melo.

Além de Givanildo, mais de 16 ações trabalhistas estão penhorando a sede do remo do clube, onde o débito dessas causas somadas chega a passar a casa dos R$ 9 milhões. Portanto, Edno Melo explicou que o Alvirrubro vem tomando todas as precauções jurídicas, com levantamentos desses débitos repassados ao conselho nessa segunda-feira e na expectativa de conseguir salvar um dos patrimônio mais importantes do Náutico.

"Por outro lado, a gente também está tendo algumas precauções jurídicas. Sobre a garagem de remo, a gente fez um levantamento, que inclusive foi repassado ao conselho deliberativo nessa segunda-feira, tem 17 penhoras. Mais de R$ 9 milhões de ações trabalhistas penhorando à sede do remo. Então a preocupação existe. Que essa preocupação seja de todos os alvirrubros e que a gente tente salvar essa garagem. Não só nesse caso de Givanildo, mas também nos outros 16 casos. A gente paga um preço muito caro por quem não teve o zelo e o cuidado com o clube", disse o presidente.

O mandatário alvirrubro também reforçou o discurso das gestões serem responsáveis com o orçamento do clube, pois caso isso não seja feito, os débitos uma hora chegam e prejudicam o clube. Edno Melo até chegou a citar mais duas ações de ex-jogadores do Timbu que o Náutico precisa resolver: a do volante Auremir e do ex-volante Martinez. O primeiro, inclusive, é prata da casa do Alvirrubro e o débito com ele ultrapassa os R$ 3 milhões.

"Que a torcida entenda que, na hora de contratar e demitir, tem que ter o cuidado e honrar o orçamento que foi feito no início do ano para que não aconteça causas como estão tendo agora. Causas de Martinez de R$ 3 milhões, Auremir de R$ 3,5 milhões. Situações que você chega fica estarrecido. Como é que um jogador que era prata da casa (Auremir) consegue ganhar uma ação de R$ 3,5 milhões do clube? Então essa preocupação existe. É uma preocupação real da perda desse patrimônio. A gente está lutando com o departamento jurídico do clube. Mas será feita uma proposta (para Givanildo) que eu não sei se vai ter êxito, mas vamos tentar", finalizou Edno Melo.

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